terça-feira, 18 de agosto de 2009

COMUNISMO E NAZISMO


Os dois movimentos ideológicos que mais marcaram o século vinte, o Comunismo e o Fascismo na sua versão mais radical e violenta, o Nazismo, foram duas faces da mesma moeda. Em que pese diferenças teóricas de propósitos dessas ideologias, seus métodos e finalidades se equiparam, se mesclaram e as tornaram siamesas quanto à violência inaudita que usaram contra seus próprios cidadãos e ao mal que causaram à humanidade. Farinhas do mesmo saco, emanavam seu poder absoluto de um Estado forte, acima do cidadão, e de um partido único que ditava as diretivas de governo, cujo chefe se confundia com o chefe do Partido. O Nazismo, que cresceu rapidamente nos anos trinta do século passado, é o nome do movimento liderado pelo Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães (NSDAP), de Hitler. Como o próprio nome do partido deixa implícito, era um movimento SOCIALISTA e NACIONALISTA, o que permite classificá-lo como de esquerda e de direita ao mesmo tempo, numa aparente contradição. A parte socialista de sua composição era revolucionária, populista e militante e conduziu seus membros a confrontos brutais de suas milícias fardadas com outras organizações socialistas e democráticas na Alemanha de entre guerras. Já, a parte nacionalista era uma espécie de aberração nunca antes vista em partidos fascistas ou quaisquer outros, nem mesmo na Itália onde o movimento havia nascido com Mussolini em 1922. Os nazistas apregoavam, contra todas as evidências científicas e antropológicas, que os alemães pertenciam a uma “raça superior”, predestinada a sobrepor-se a todas outras e dominar o mundo. Faziam apologia de que necessitavam de lebensraum (espaço vital) que seria conseguido através da eliminação e escravização de povos subumanos, eslavos, poloneses, ucranianos e ocupação de suas terras a leste. Pior do que tudo, segundo o livro Mein Kampf (Minha Luta) de Hitler, precisavam eliminar todos os judeus do planeta, a quem chamavam de lixo, percevejos e outros adjetivos impublicáveis, e a quem atribuíam todos os males da humanidade. Após assumir o poder em 1933, logo no ano seguinte realizaram um expurgo em seu próprio partido, “a noite dos longos punhais” onde assassinaram centenas de militantes das SA, órgão paramilitar que dava apoio a Hitler durante suas campanhas políticas, e costumava espancar, torturar e até matar militantes de outros partidos. Em seguida puseram em execução seus anunciados planos de exterminar todos que lhes fossem adversários políticos ou, meramente, seres que não tinham direito a vida como: judeus, ciganos, eslavos, negros, testemunhas de Jeová, homossexuais, comunistas, doentes mentais e deficientes físicos. Criaram um plano de eutanásia que alcançava os “pesos mortos” da sociedade alemã, e campos de concentração (Dachau, Buchenwald, Ravensbrück) onde matavam de fome, doenças e exaustão seus oponentes e as “raças inferiores”. Em 1935 os nazistas criaram as tais leis de Nuremberg, direcionadas aos cidadãos judeus e suas famílias, de modo a torná-los párias na sociedade que viviam a centenas de anos. Com a guerra iniciada em 1939, os nazistas deram vazão a seus instintos através da matança de milhões de civis inocentes, especialmente judeus, da Alemanha e de países ocupados. O chamado Holocausto levou aos campos de extermínio (Auschwitz, Belzek, Birkenau, Bergen-Belsen, Chelmno, Majdanek, Sobibór, Treblinka) e câmaras de gases, seis milhões de judeus e perto de três milhões de outras etnias, inclusive alemães. No leste, quando da invasão da Rússia, grupos de extermínio das tropas SS, acompanhavam a Wehrmacht (exército alemão), e matavam com um tiro na nuca, civis judeus e suas famílias bem como comissários políticos soviéticos. Só na ravina de Babi Yar, na Ucrânia, dezenas de milhares de judeus foram fuzilados covardemente, aliás, covardia era a marca registrada das ações praticadas pelas SS. O Comunismo, interpretação soviética radical do socialismo definido e defendido por Marx em seu livro “O Capital”, era uma autodefinição criada pela vanguarda de esquerda que se dizia “a única forma verdadeira de socialismo”. Em contraposição ao Nazismo que era considerado de “extrema direita”, o comunismo dizia-se de “extrema esquerda”. Na verdade, assim como o fascismo, o movimento comunista tinha sua própria mistura de elementos esquerdistas e direitistas. Enquanto fosse revolucionário tendo derrubado a elite que depôs a monarquia czarista dos Romanov, era ao mesmo tempo elitista, na medida em que um pequeno grupo de “camaradas” se aboletou na cúpula dirigente e detinha todo o poder que, em teoria, deveria emanar do povo. Com a morte de Lenin em 1924, fundador do comunismo soviético, subiu ao poder o sanguinário Stálin que além da ênfase na criação de uma nação forte e moderna e, para isso, criou planos quinquenais de desenvolvimento; passou à perseguição implacável daqueles que considerava adversários políticos, dissidentes do partido, etnias diferentes da sua – era georgiano – e antigos pequenos proprietários rurais, os quais agora deviam se tornar escravos em fazendas coletivas improdutivas que, na década de trinta, geraram crises catastróficas de fome que mataram milhões de pessoas. Contabiliza-se que 17 milhões de pessoas tenham sido eliminadas através de fuzilamento sumário, deportação para campos de trabalho na Sibéria, chamados Gulags, onde morriam de fome e frio, ou vítimas de torturas nas prisões de Moscou. Durante a guerra, Stálin estabeleceu ordens draconianas para que todo desertor e prisioneiro fossem sumariamente fuzilados, mais de dois milhões de soldados russos e inimigos tiveram esse fim. Depois da guerra internou em campos da morte todos os soldados que haviam sido prisioneiros dos alemães, todos morreram. Seja pela escala colossal de assassinatos; pela metodização tipo “linhas de montagens” empregados; pela degradação moral e física impingidas às vítimas; pela hediondez dos meios usados, ou motivos indefensáveis e fúteis alegados, não há parâmetros na História mundial para comparar os genocídios que essas duas ideologias perpetraram. Mesmo levando-se em conta os massacres dos armenios pelos turcos; dos índios americanos pelos colonizadores europeus; dos adversários de Idi Amin em Uganda; dos tutsis pelos hutus em Ruanda e dos Chechenos mais recentemente, os dois aparentes divergentes ideológicos, Hitler e Stálin, foram campeões incontestes de maldade e extermínio, foram sinistros agentes do MAL ABSOLUTO. Em nome de ideologias espúrias que foram conflitantes a ponto guerrearem entre si, convergiram e se mesclaram dentro da fome de poder e praticaram os maiores crimes que a humanidade já assistiu. JAIR, Floripa, 17/08/09.

14 comentários:

Maringa disse...

E mesmo assim, o Comunismo ainda não é tão mal visto quanto o Nazismo. Minha queixa é que existe essa vitimização do Comunismo. Eu conheço poucas pessoas que dão o braço a torcer e concordam que o Comunismo foi tão ruim quanto o Nazismo. Texto foi esclarecedor, é bom que bastante gente leia pra se informar melhor.

Jorge disse...

Para um blog que escreve sobre "borboletinhas" e "nuvenzinhas fofinhas", até que o assunto é bem sério e pesado. Gostei, e parabéns por abordar o tema sem a frescura do "politicamente correto" e em palavras bem compreensíveis.

▒▓█► JOTA ® disse...

ººº
Venha o diabo e escolha

KOTTA disse...

chiii o que aí vai. Prefiro as borboletas.Bjo

Lilian Pavan disse...

Ameiiiiiiiiiiiiii o seu blog!

Thi Perini disse...

Uma coisa me fez pensar: os dois movimentos tinham cunho "trabalhista", não é? E os dois tinham bandeira vermelha, não é? Ora, ora, ora...

pikachu.loko.13 disse...

O comunismo, sem dúvida alguma, matou muito mais do que o nazismo. Só na China foram 75 milhões.

Anônimo disse...

Это ложь.

Anônimo disse...

По большей части ложь, преувеличение и попытка ревизионизма, это всё против моей Родины.

brianskiypartizan disse...

По большей части ложь, преувеличение и попытка ревизионизма, это всё против моей Родины.

Anônimo disse...

oi, eu estava pesquisando sobre as Testemunhas de Jeová e o Nazismo... putz não sabia que eles foram o único grupo religioso a ser perseguido por Hitler... é... me surpreendi... tenho que saber mais sobre elas...
Parabéns pelo texto, foi simples e esclarecedor.

Dhanylo disse...

Primeiro: china não é e nunca foi comunista.
Segundo: não existem provas desta quantidade de mortos pelos socialistas da união soviética
Terceiro: nazismo e Comunismo não são dois lados da mesma moeda, o comunismo é o extremo oposto do nazismo.

Anônimo disse...

vi todos seus comentarios,e vi que muitos estao erados por folta de estudo

Comunismo e Nazismo sao muito diferente,e o Nazismo queria destruir o comunismo
sobre a questao da china,nao a provas que foi isso que aconteceu
e teve um jugaldo pela bandeira? que isso,julgar um pais pela bandeira?kkk
outra coisa que queria resaltar é que o comunismo e capitalismo que sao a mesma moeda
ambos deixam mts morerem de fome e fasem promeças sem serem conpridas,pois se o comunismo e capitalismo realmente figessem o que ta no papel,o mundo seria as mil maravilhas,nao ia ter gente morendo de fome,nao ia confritos...
ate no capitalismo a muitos e muitos morrendo de fome.
e só pra finalisar estudem muito antes de criticar

Professor de português. disse...

Caro Anônimo,
Gostaria de concordar quando você diz: "e só pra finalisar estudem muito antes de criticar", mas diante de tantos erros de português que você comete acho que não é melhor pessoa para recomendar que outros devem estudar. QUEM DEVE ESTUDAR É VOCÊ!!!!