quinta-feira, 20 de agosto de 2009

CURIOSIDADE


Em 1941, quando os Estados Unidos já haviam declarado guerra ao Japão, William Patrick H. (1911-1987) escreveu uma carta diretamente ao presidente Roosevelt solicitando permissão para servir nas forças armadas dos EUA. Ele era um cidadão britânico nascido em Liverpool, apto fisicamente e com idade para o serviço militar. Na época, alistamento militar era a forma mais fácil de conseguir a cidadania americana. Mas, como tinha vivido na Alemanha, foi posto em banho maria por três anos antes de ter seu voluntariado aceito. Por fim, admitido na Marinha, serviu por mais de um ano, foi ferido em combate, ganhou uma medalha e modificou seu sobrenome um tanto constrangedor para Stuart-Houston. O curioso é que esse voluntário era sobrinho de Hitler, filho de Alois Hitler Jr meio irmão de Adolf. Willy nascera em Liverpool, em 1911, e depois de uma fracassada tentativa de morar na Alemanha nazista e pegar carona na fama do tio ditador, acabou se mudando para Nova York. Seus filhos sobreviventes, hoje respeitados profissionais que trabalham com jardinagem, ainda vivem na cidadezinha de Patchogue em Long Island, Nova york, onde ele se estabeleceu após a guerra. Parece que, cientes que carregam uma herança maldita, todos os três filhos optaram por não terem descendentes e encerrar a linhagem. Recentemente deram declaração que pretendem escrever um livro contando a vida do pai, William Patrick Hitler.

4 comentários:

KOTTA disse...

Para assim quebrar uma linhagem que em nada os favorece, mas de que não devem ser culpados. Bjo

Maringa disse...

Realmente muito curioso, é de se estranhar que ele tenha sido aceito pela Aeronáutica mesmo com esse sobrenome. Aliás, é de se estranhar o fato dele não ter sido perseguido nos EUA. Não sabia dessa, muito bom, haha!

Jorge disse...

Isso prova que a democracia americana é tolerante.

GUILHERME PIÃO disse...

Interessante, por isto gosto de passar por aqui, esta eu não sabia.
Conheci a neta da irmã da Eva Braum (não sei se escrevi o nome certo), este negócio de linhagem não tem nada a ver.
Temos cinco dedos na mão e um é diferente do outo.
Abraços