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sábado, 31 de dezembro de 2011

Tempo



Nota: No início do ano me propus publicar cento e cinquenta textos, hoje estou publicando o centésimo quinquagésimo, portanto, dentro da proposta e com alguns altos e baixos, consegui cumprir a meta. Os artigos, todos de minha lavra, foram distribuídos equitativamente 13 nos meses de 31 dias e 12 nos demais, de modo que no todo representaram um esforço relativamente equânime ao longo do ano. O texto abaixo, “Tempo” nada mais é que um retorno ao tema que já abordei inúmeras vezes e me parece bem adequado a uma reflexão sobre o ano que se encerra. Aproveito para desejar aos meus leitores um ano de 2012 (se o mundo não acabar) bem melhor do que esse que fecha as portas hoje. Boa leitura!

Tempo

É um ente simplesmente imaterial, transcendental até. E sempre foi essa sua característica constante, universal. Ao pensá-lo, perguntamos, muitas vezes, se essa carência de corporalidade, de materialidade, essa intangibilidade, não foi sempre seu traço fundamental que o distingue das coisas palpáveis; desde seu surgimento num suposto big bang, até a eternidade indefinível e inalcançável. Precisamente por essa fugidia característica, poder-se-ia atribuir-lhe quaisquer virtudes ou vícios que a outros entes parecessem aberrantes. A ele, quaisquer rótulos, por mais insólitos e depreciativos que pareçam, se lançam impunemente sem temor de cometer desatinos. O tempo absorve nossos caprichos, impassível e obtuso na sua marcha amoque rumo ao vir a ser. O tempo não existe em virtude de seres pensantes que o definem ou tentam enquadrá-lo em parâmetros humanos, ele simplesmente É. JAIR, Floripa, 16/06/11
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quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Sobre a Vida




Refletindo sobre o que a vida realmente é: uma dádiva da natureza. Para aqueles que acreditam num Ser que a tudo antecede, e que criou a própria natureza, ela é uma dádiva desse Ente. Mas uma dádiva da qual dispomos por apenas algum tempo, sobre a duração da qual não temos a menor ciência e nos é dado apenas o prazer de usufruí-la. Algumas pessoas podem aproveitá-la por mais tempo do que outras, mas todos teremos que deixá-la um dia. Não há exceção e a vida é uma só, não se justifica desperdiçá-la. Alguns, como eu, não enxergam a vida como exercício para um devir, uma passagem para o além, mas como um fim em si mesmo. Todos nossos recursos mentais e organizacionais devem ser voltados para o bem estar e a saúde da vida terrena. Neste caso, egotismo deixa de ser condenável, passa a ser uma virtude. Uma existência hígida, honesta e ativa deve ser o escopo de todas nossas ações. Portanto, num período tão curto seria no mínimo trágico deixar que nossas mentes sejam tomadas pelo veneno das amarguras e da ira. Tais armadilhas desviam nossa energia da finalidade última que é aproveitar melhor nossas vidas e torná-la construtiva, não só para nosso deleite, mas contribuindo para tornar a passagem dos outros pelo Planeta, algo agradável também. A vida se justifica plenamente se vivermos com a mente aberta e atentarmos para o direito que todos têm de viver a seu modo. Não nos é dado o poder de sermos donos da verdade, mas, sim, apenas a faculdade de sermos felizes, e isto é o suficiente. Quando nos formos, o valor de nossas vidas individuais será calculado pelo bem que tenhamos feito aos demais seres enquanto partilhamos este Planetinha azul, e não pelos bens materiais que tenhamos acumulado. JAIR, Floripa, 16/10/11.

domingo, 24 de outubro de 2010

Sobre a vida



A maravilhosa ciência substituiu a ignorância e a superstição e, ao longo dos séculos, através de métodos e movida pela curiosidade, conseguiu encontrar respostas para a maioria das perguntas que inquietavam o Homo sapiens na sua marcha rumo à civilização. Quase tudo, a seu tempo, foi, aos poucos, sendo equacionado, medido, pesado, calculado, observado, descoberto, inventado, descrito, formulado e adicionado ao modus vivendi do homem nas suas lidas diárias neste planetinha azul. Assim, a biologia, a astronomia, a física, a química, a medicina, a metalurgia e tantas outras matérias se incorporaram à sociedade de tal forma que o homo moderno nem se dá conta do quantum de tecnologia que o cerca.

A história e o progresso tudo devem à ciência e a suas respostas, contudo, no meio das indagações humanas existe uma área na qual a ciência continua exatamente como há milhares de anos, quando o homem adquiriu consciência de si próprio e percebeu que havia a seu redor coisas animadas e inanimadas, ou seja, percebeu a existência da vida. Decorrente da percepção da vida, a pergunta, não apenas retórica ou filosófica que ele se fazia era: O que é vida? Pois é, de lá para cá, mesmo depois de a ciência ter percorrido o caminho que levou os primeiros humanos à Lua; de ter descoberto e domesticado a energia atômica; de ter conquistado os ambientes mais inóspitos do Planeta; de ter desenvolvido a eletrônica de modo espantoso; e de ter prolongado a vida dos humanos a níveis impensáveis há um século, a resposta para o que é vida biológica continua não existindo tal como quando foi formulada.

Afinal, qual a diferença fundamental entre um ser vivo e um inanimado? A resposta com toda certeza não é encontrável a partir de simples observação das coisas que nos cercam, o que vemos é apenas constatação que existem seres de uma e de outra natureza, não como e porque eles são o que são. A diferença não reside seguramente nos átomos que os constituem. Não existe qualquer diferença entre os átomos de carbono de nossos corpos e os da ponta do lápis com o qual escrevemos, ou os do diamante que vemos na joalheria; ou entre o ferro que contemos e o da panela na qual cozinhamos; ou entre o oxigênio de nosso corpo e o da água que nos banhamos, e assim por diante, em qualquer relação com o material de seres vivos e não vivos. Os blocos constituintes básicos de todos os agregados materiais, tanto vivos como não, pensantes ou não, são exatamente os mesmos: átomos. Então não é por aí, não existem átomos vivos e átomos inanimados. O que será então que provoca a diferença? A resposta parece ser as combinações entre os átomos, moléculas de arranjos extremamente mais complexos entre uns e outros. Só que essa suposição não se sustenta: Um pássaro vivo e um morto têm as mesmas combinações atômicas e moleculares e, no entanto, não são a mesma coisa, a um deles falta vida.

A superstição primitiva que apaziguou a angústia humana quando não havia respostas, criou a suposição que havia uma força invisível, presente, perturbadora e inexplicável a qual passou a ser chamada de Shiva, Deus, Tupã, Rá, Zeus, Adonai, Alá ou de “nove bilhões de nomes diferentes” (Arthur C. Clarke), que criara a vida para a qual não havia explicação científica. Assim, na medida em que as chaves da ciência iam abrindo as portas do conhecimento que ilumina, as trevas da origem da vida continuaram refratárias a quaisquer fontes de luzes. E as religiões somente consolam o coração, jamais satisfazem a mente, desdenham de fatos e provas que não coincidam com seus dogmas. E a ciência, apesar do empenho, ao invés de respostas, encontrou apenas um muro instransponível cuja solidez aumentou a crise existencial do homem. É legítimo supor que se a humanidade estiver habitando o Planeta daqui a milhares de anos, ainda estará buscando, buscar a resposta vai se tornar a última fronteira para a ciência, se essa fronteira será ultrapassada não cabe especular, o futuro pertence ao tempo e este dispõe de todo o tempo concebível e até inimaginável. JAIR, Floripa, 24/10/10.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

O Tempo constrói


Digamos que antes de tudo só existia o vácuo absoluto e o tempo, depois, por algum processo ainda desconhecido, surgiu um universo em expansão. Centenas de milhões de anos foram gastos no processo de produção dos elementos necessários para a confecção das estrelas; após a morte e a explosão de uma estrela, foi preciso mais tempo ainda para a incorporação desses elementos até formarem um planeta como a Terra, por exemplo. Só depois do Planeta formado, com as condições ideais, surgiu a vida de alguma forma ainda não conhecida. Portanto, devemos admitir que para que haja tempo para construção dos seres vivos, o universo terá que ter bilhões de anos, ou seja, terá que ter muito tempo.
Olhar para o firmamento e contemplar a abóbada com milhares de estrelas visíveis e milhões de outras imagináveis, deveria nos dar a dimensão exata de nossa pequenez; deveria nos fazer sentir o grão de poeira insignificante que somos; deveria lembrar que não somos os senhores ou controladores daquilo que vemos ou podemos imaginar; deveria nos ensinar que existe uma entidade, e somente uma, que define a existência ou não de tudo, o inescrutável tempo.
Tudo que vemos deveria inspirar não somente o exercício da humildade, mas nos obrigar a reverenciar a entidade dona absoluta do destino, o tempo. De fato, o tempo é a única entidade que permanecerá depois de nós, depois das coisas, depois do Universo, depois de tudo. Podemos deduzir que o tempo tudo construiu e a tudo suplantará, ele próprio é imune ao tempo.
A natureza é prova viva de quanto o tempo pode criar, de que ele tem um objetivo, no qual nos incluímos, somos uma criatura do tempo. Criador fecundo, o tempo assegura a existência de tudo até quando não houver mais tempo na existência dos seres e das coisas quando, então, a vida, as coisas e próprio Universo deixarão de existir, então restará apenas o vácuo absoluto e o tempo, depois, por algum processo ainda desconhecido... JAIR, Floripa, 23/06/10.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

MINI CONTO


REFLEXÃO DO VELHO CASANOVA
Não havia razão para se queixar de nada que vivera até então. Setenta anos e contabilizava uma mocidade, vida adulta e vida madura plenas. Se não tivera todas as mulheres do mundo, pelo menos havia tentado. O que lhe dói, dói de verdade, é saber que agora as mulheres que se aproximam já não veem seus atributos físicos ou admiram sua inteligência sagaz, olham apenas sua conta bancária. JAIR, Floripa, 07/12/09.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

MINI CONTO


ENCRUZILHADA

Sentia-se deslocado sentado no banquinho em meio a mecânicos de macacões cheios de graxa, mãos enegrecidas e falando palavrões enquanto tentam colocar peça renitente debaixo de um chassi qualquer. Concentrado, relia sua erudita tese sobre fusão de partículas e interação galáctica enquanto esperava seu carro ficar pronto. Em algum ponto os dois mundos se cruzam sem quem ninguém desconfie. JAIR, Floripa, 03/12/09.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

MINI CONTO



REFLEXÃO FINAL
Sentado na pedra à beira do deserto, sentia-se compelido a refletir sobre sua vida tão curta ainda, e prestes a findar em algumas horas apenas. Sacrifício extremo a que se expunha em nome de ideologia que lhe fora empurrada goela abaixo, e que não digerira o suficiente para entender: “Quando explodisse junto às pessoas que estavam condenadas por não partilhar suas crenças, iria para o paraíso, isso ele entendia. Mas, e essas pessoas? Elas também têm uma crença; elas acreditam que ao morrerem suas almas vão para o céu, e lá serão felizes. Então, se eu eliminá-las, estou, na verdade, causando-lhes um bem; estou lhes concedendo a oportunidade de viverem no paraíso como desejam. Se meu gesto, como me foi ensinado, é de vingança, é para lhes causar mal, não vejo como pode ter sentido matá-las”. Foi seu último pensamento antes de premir o detonador da bomba afixada em seu corpo. JAIR, Floripa, 20/11/09.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

DO TEMPO


Há o grande, o maior, o extenso, o enorme, o gigante, o de extraordinária grandeza, o imensurável e o TEMPO; Há o menor, o mínimo, o exíguo, o pequenino, o minúsculo, o microscópico, o infinitesimal e o TEMPO; Há o discernível, o perceptível, o evidente, o óbvio, o visível, o claro, o explícito, o insofismável e o TEMPO; Há o obscuro, o cinzento, o sombrio, o escuro, o atro, o pretume, o negror, a escuridão completa e o TEMPO; Há o duvidoso, o plausível, o discutível, o quase certo, o muito provável, o infalível, o incontestável e o TEMPO; Há o opaco, o claro, o translúcido, o diáfano, o transparente, o apenas distinguível, o invisível e o TEMPO; Há o pirilampo, a lamparina, a vela, a lâmpada, a claridade, o relâmpago, a luz do sol a explosão nuclear e o TEMPO; Há o limitado, o evidente, o imperioso, o subsistente por si só, o inquestionável, o absoluto e o TEMPO; Há o atrasado, o devagar, o lento, o demorado, o quase parado, o imóvel, o absolutamente congelado e o TEMPO; Há o ágil, o móvel, o ligeiro, o rápido, o célere, o velocíssimo, o raio, a velocidade da luz e o TEMPO; Há o hoje, o amanhã, o depois de amanhã, o semana que vem, o próximo ano, o futuramente, o nunca e o TEMPO; Há o simples, o elaborado, o emaranhado, o intrincado, o muito complicado, o diabolicamente complexo e o TEMPO; Há o fugaz, o breve, o sazonal, o contínuo, o perene, o quase perpétuo, o eterno e o TEMPO; Há o exeqüível, o realizável, o possível, o viável, o praticável, o quase compulsório, o obrigatório e o TEMPO; Há o trabalhoso, o oneroso, o árduo, o penoso, o dificultoso, o quase irrealizável, o impossível e o TEMPO; Há a unidade, a dezena, a centena, o milhar, a dezena de milhar, o bilhão, o trilhão, o infinito e o TEMPO; Há o usado, o velho, o arcaico, o antigo, o medieval, o pré-histórico, o paleolítico, o jurássico e o TEMPO; Há o próton, o nêutron, o elétron, o méson, o bárion, o fóton, o lépton, o tríton, o quark e o TEMPO; Há o substantivo, o adjetivo, a conjunção, o pronome, a interjeição, o artigo, o advérbio, o verbo e o TEMPO; Há o reino mineral, o vegetal, o animal, o fungi, o monera, o protista, o vírus, a ameba e o TEMPO; Há o Sol, Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano, Netuno, Plutão, a Lua e o TEMPO; Há o planeta, o satélite, o asteróide, o meteorito, o cometa, o sistema solar, o quasar, a galáxia e o TEMPO; Há a guerra e a paz, o bem e o mal, a vida e a morte, o certo e o errado, superficial e o profundo, o real e o imaginário, o nada e o tudo e o TEMPO; Há o TEMPO. Somente o tempo É. JAIR, Floripa, 03/07/09.

domingo, 2 de agosto de 2009

SOBRE O TEMPO


Como uma imposição inexorável de sentido absolutamente singular o tempo flui translúcido e permeável, invade o íntimo das coisas, ocupa todos os desvãos, nichos, vazios e interstícios, seja uma dimensão tridimensional ilimitada acima da compreensão humana como os espaços intregaláticos ou o âmago do átomo. Se lhe falta solidez sobra obstinação, dele é impossível escapar, mesmo que se vá além da borda do universo. Ainda assim, para o compreendermos, é compulsório que se vá até lá. Pois há coisas só possíveis após a fímbria do universo. JAIR, Floripa, 01/08/09.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

SOBRE O PASSAR DOS ANOS


Os aniversários, no nosso contexto social normalmente comemorados como dia festivo são, na realidade, apenas um marco, uma espécie de palanque fincado no chão que indica: “A partir daqui você está um ano mais velho”. E, claro, como todos os dias que permanecemos vivos estamos mais velhos, todos os dias fazemos aniversário. Lá está, todos os dias, o palanque fincado metaforicamente no chão de nossa vida: “A partir daqui você está um dia mais velho”, não há escapatória. A única vantagem que nos traz esse passar dos anos é o inevitável acréscimo de saber ao nosso cabedal, quanto mais vivemos mais aprendemos e mais nos tornamos reflexivos, mais nos tornamos capazes de cogitar sobre o tempo. O tempo sempre é inequívoco, absoluto e inexorável, apesar da condicionalidade dele a serviço da física onde quase tudo é relativo: movimento, massa e energia. Aliás, o tempo é mais que absoluto, ele é transcendental, ele a tudo ultrapassa, triunfa, supera, vence, transcende enfim. Quer queiramos ou não, o tic-tac do tempo supostamente nasceu com o universo no exato momento que o Big Bang tudo criou inclusive o próprio tempo, e, de lá para cá, continuamente, vem ditando o ritmo do nascimento, crescimento, formação, maturação, reprodução, sazonamento e morte das coisas, seja uma estrela, uma montanha, um protozoário, uma ave ou uma partícula subatômica. Não interessa se a coisa é uma galáxia que terá a existência contada em bilhões de anos, ou se é um microorganismo destinado a viver poucos minutos, o tic-tac inelutável está presente, invisível, mudo, imparcial. As coisas, sejam vivas como animais e plantas; ou, segundo nossas concepções, não vivas como uma rocha ou um gás, têm seu ciclo de atuação no universo marcados com um começo e um fim, o tempo não. Apesar de ter tido um início, o tempo É, simplesmente. Isto significa que ao morrermos, por exemplo, o tempo que nos viu nascer, acrescentou dias e anos ao nosso crescimento, presenciou nossas primeiras rugas e cabelos brancos, acompanhou nossa vida adulta e fenecimento, continuará a existir apesar de nós, mais ainda, a despeito de todos e não obstante a tudo. O homem como ser pensante tem tendência a entender, contar, manipular, controlar tudo a sua volta, e o faz com certo grau de sucesso com coisas físicas, visíveis e manipuláveis, mas com o tempo não. O homo sapiens filosofa, medita, reflete e culpa o tempo, mas não tem controle sobre ele; credita a ele todos os males e todas as curas, mas não o entende; sofre as conseqüências da sua eterna marcha, mas não o manipula. O impalpável e ubíquo tempo escapa a qualquer tipo de conceituação rigorosa e, se nos resta um consolo, nós apenas conseguimos nele colocar rótulos, uma espécie de marca que serve tão somente para criar a ilusão que nós temos alguma ascendência sobre ele: segundos, minutos, dias, anos, séculos, milênios, eras etc. Enquanto isso, o tempo caminha reto, decidido, para frente, sem retorno e sem parada para tomada de novo rumo, absolutamente tirânico e indiferente ao destino do homem e do resto do universo, transformando o presente em passado e o futuro em presente, CRIANDO A ETERNIDADE! JAIR, Floripa, 09/02/09.