quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

AUGUSTO (26/09/63 aC a 19/08/14 dC)


Primeiro imperador romano. O seu nome completo é Caio Júlio César Otávio Augusto. É sobrinho e herdeiro de Júlio César. Após o assassinato deste apresenta-se em Roma disposto a cumprir o testamento de César. Ao longo da sua vida política, recebeu e adotou vários títulos que diferençavam sua condição da do restante dos políticos, mas nenhum que claramente o denominasse como imperador, evitando prudentemente os títulos de rei e ditador, fatais para César. Foi proclamado Augusto, mas este era considerado um apelido, mais que um título. Recebeu também o título de Pontifex maximus. Além disso, Otávio se fez nomear pelo Senado com os títulos de Imperator Augustus e Princeps senatus (o primeiro a falar no Senado). Deste último título deriva a denominação de Principado para forma de poder que Augusto desenvolvera. Recebeu do senado a encomenda da tribunicia potestas (o poder do tribunado), sem ser necessariamente um dos tribunos. Designado cônsul, forma o segundo triunvirato com Marco António e Lépido. Luta contra Bruto e Cássio, responsáveis da conjura contra César, e vence-os em Filipos. Guerreia também com Sexto Pompeu, quando este se revolta na Hispânia. Vencida já a última resistência republicana, Otávio Augusto e Antonio dividem o Império: Oriente para António e Ocidente para Augusto. Mas o antagonismo que existe entre ambos faz com que se declare novamente a guerra. A vitória naval de Otávio significa o regresso do Império Romano à unidade. Após a anexação do Egito e da Hispânia, a aniquilação das três legiões romanas de Quinto Varo na Germânia traça as fronteiras do Império no Reno. Otávio, já dono do poder, introduz importantes reformas na constituição política de Roma e recebe o título de Augusto. Organiza a vida política de modo que o Senado compartilhe com o imperador o peso do poder. Restaura a religião e torna-se sumo sacerdote romano. Sob o seu império florescem a paz e a prosperidade. As obras públicas, a reforma moral, a pacificação das fronteiras e os melhoramentos administrativos são algumas das suas iniciativas de êxito. No que se refere à política exterior, com Augusto inicia-se uma nova era de paz e prosperidade. No plano cultural dá-se um florescimento de todas as artes. Em linhas gerais, o seu reinado é um dos mais benéficos para o Império. Conservador e austero, Augusto fez um governo de ordem e hierarquia. Lutou contra a decadência dos costumes, reorganizou a administração e as forcas armadas, tornando-as permanentes e fixando-as nas fronteiras. Saneou igualmente as finanças do estado. Em Roma e na Itália esforçou-se para fazer reviver as virtudes esquecidas das antigas tradições e religião. Deu privilégios aos pais de família e combateu o celibato. Construiu o foro que leva seu nome e, no campo de Marte, ergueu as primeiras termas, o Pantheon e outros templos. Vangloriou-se por ter transformado Roma na Cidade de Mármore. Ajudado por Mecenas, favoreceu os escritores: o historiador Tito Lívio, os poetas Horacio, Ovídio e Virgilio são de sua época. Elevaram-se templos a deusa Roma e a Augusto em todo o império. Em matéria de política externa, foi menos feliz. Pacificou a Espanha e os Alpes, conseguiu a anexação da Galícia e da Judéia e conquistou, graças a Tibério, as terras austríacas do Danúbio, que formaram as províncias de Récia e Vindelícia, mas sua campanha na Germânia fracassou. Tiberio debelou uma insurreição na Ilíria e Varo foi aniquilado com três legiões na floresta de Teutoburgo. Sua tentativa de conseguir um grande sucessor também fracassou, pois seu sobrinho Marcelo morreu jovem. Marco Agripa, cujo casamento com sua filha Julia tinha forçado, morreu em 12 a.C. Os filhos menores de Agripa morreram em 2 e 4 da era cristã. Restava Tibério, filho de Lívia, sua terceira mulher. Adotando-o, Augusto deu-lhe participação cada dia mais ativa nos negócios do estado. A partir de 13 da era cristã, Tibério tinha poderes quase iguais aos do imperador. Quando Augusto morreu, já era o enteado quem de fato governava Roma. A obra de Augusto foi imensa, na paz como na guerra. Protetor das artes e das letras, administrador de gênio, adorado como deus por seu povo e pelos povos submetidos, deu a Roma sua idade de ouro. Marcou de tal maneira sua época que esta ficou conhecida como século de Augusto. Faleceu em Nola, na Campânia, em 19 de agosto do ano 14 d.C. JAIR, Floripa, 24/12/09.

3 comentários:

M@ria disse...

Neste ano novo, quero ver as pessoas compartilhando felicidade,
distribuindo sorrisos e quero fazer parte desta festa de renovação pessoal.
Neste momento de reflexão, quero que meus votos de Feliz Ano Novo,
sejam mais que palavras soltas numa noite de festa.

Quero que elas entrem em seu coração, e desperte em você o desejo
de ver todos os objetivos alcançados, e os sonhos realizados.

Feliz Ano Novo!Feliz 2010!!

Com meu carinho de sempre M@ria

Augusto Ouriques Lopes disse...

Bem, eu como um Augusto fico contente em imaginar que o imperador ao menos tentava construtir um mundo melhor.

Caio Gaeta disse...

Para ler mais do mesmo autor: The 100: A Ranking of the Most Influential Persons in History (Os 100: Uma Lista das Pessoas mais Influentes da História) é um livro de 1978 escrito por Michael H. Hart.