quinta-feira, 18 de junho de 2009

COR NÃO É RAÇA



Biologicamente as raças são chamadas de subespécies e definidas como grupos de seres vivos que são fisiológica e geneticamente distintos de outros grupos. São da mesma raça os indivíduos que podem cruzar entre si e produzir descendentes férteis. Este é o conceito natural aceito por toda a comunidade científica, e é o que melhor define o que quer que seja a tal de raça. Se você tem um terreiro cheio de galinhas caipiras de cores diferentes, brancas, carijós, vermelhas, pintalgadas etc, você não tem um monte de galinhas de raças diferentes, são apenas variações de mesma raça. Mais até, se você tem muitas galinhas definidas como de raças diferentes, legornes, andaluzas, jérseis e outras, ainda assim você está diante de uma classificação não científica, porque essa definição obedece apenas critérios comerciais, geográficos, técnicos e de interesses outros que não os estritamente aceitáveis dentro do conceito raça. Assim, cachorros poodles, dálmatas, filas, buldogues são todos variedades de uma raça de cachorro que, de acordo com pesquisas, é o lobo asiático, este sim uma raça de canídeo diferente do coiote, da raposa e do dingo australiano. Raças de cães definidas como tal pelos criadores e cinófilos são criações artificiais que obedecem as vontades humanas, sem quaisquer respaldos da natureza, aliás, se deixarmos as diversas variedades de cachorros à vontade para procriarem, elas irão cruzar-se livremente de tal forma que o produto final será nada mais que a perfeição: O VIRA-LATAS, cachorro sem nenhum dos melhoramentos tão cultuados pelo homem, mas, decididamente, o animal com o melhor perfil genético dos canídeos. Querer definir o homem como espécie e dividi-lo em raças de acordo com a cor da pele ou tipo físico é coisa mais estúpida que se pode fazer. Raças humanas não existem. A cor da pele, uma adaptação evolutiva aos níveis de radiação ultravioleta vigentes em diferentes áreas do mundo, é expressa em menos de dez genes dentre os milhões que compõem o genoma humano. Não é legítimo associar a cor da pele a ancestralidades e afirmar que são de raça negra os descendentes de escravos, ou chamá-los de afrodescendentes, quando todos nós brasileiros somos uma amálgama de índios, europeus e negros e o conceito de raça humana não tem qualquer embasamento científico. Mesmo porque, toda humanidade descende de uns poucos ancestrais africanos que, quase certamente, tinham a pele escura. Somos um terreiro de galinhas de variadas cores e tamanhos e nossas habilidades e talentos, ou falta de habilidades e talentos não estão associadas às nossas cores ou características físicas. A Alemanha de Hitler e a África do Sul já provaram que essa estultice é moralmente indefensável, socialmente desintegradora, politicamente incorreta e humanamente injusta. Parece que nossos líderes políticos não fizeram o dever de casa de história, ou ficaram dependentes na matéria, estão caminhando de ré no curso que humanidade tomou rumo à integração de todos os povos. Enquanto nações de todo o mundo procuram aplainar os degraus políticos que segregam homens pelo fato de terem na pele mais melanina que outros; ou que seus costumes e tradições não sejam iguais aos da maioria, como o fez a África do Sul ao eliminar a política do apartheid; ou como a Alemanha se comportou após a guerra, ao proibir que continuasse existindo a cultura da “raça superior” que os nazistas pregavam e que resultou na eliminação de milhões de pessoas consideradas inferiores, o Brasil, corajosamente, encheu os pulmões de ar, ergueu a cabeça, aprumou-se e... deu um gigantesco passo para trás: criou as cotas raciais para ingresso nas universidades e serviços públicos. Ora, minha gente, quais raças existem no Brasil? Algumas são menos aptas que outras por isso devem ser tuteladas pelo Estado? Em caso afirmativo, quem decide quais as raças menos dotadas e as mais capazes? As burras cotas raciais mantém os privilégios a uma minoria de estudantes de classes média e alta, os quais estudaram em escolas privadas, e conserva intacta, atrás do falso manto da inclusão, uma estrutura de ensino público arruinada responsável pelo baixo nível da educação desde a alfabetização até o nível intermediário. É preciso elevar o padrão geral do ensino, mas, sobretudo, romper o abismo entre as escolas de qualidade, quase sempre situadas em bairros de classe média, e as escolas arruinadas das periferias urbanas, das favelas e do meio rural. A história ensina que leis raciais, como essa da inclusão, criam uma fronteira brutal no meio da maioria absoluta das pessoas. Essa linha divisória ultrapassaria salas de aula das escolas públicas, se introduziria nos ônibus que conduzem as pessoas ao trabalho, e alcançaria ruas e casas dos bairros pobres. Neste início de terceiro milênio, um Estado racializado estaria dizendo aos cidadãos que a utopia da igualdade fracassou; estaria afirmando, contra todos os princípios biológicos, que o homem é dividido entre melhores e piores e que essa diferença é o oriunda das raças distintas das quais descende. O sistema de cotas surgiu nos Estados Unidos, mas pouco durou, pois foi proibido pela Suprema Corte por estar aumentando a discriminação racial e a desigualdade entre as pessoas. No Brasil tenta-se criar o conceito de raça, como fez a Alemanha de Hitler ao criar o judeu racial, e, além disso, fecha-se os olhos para as estruturas podres que não conseguem proporcionar ensino que permita inclusão no mercado de trabalho e justiça social a todos. A adoção de cotas estimula uma discriminação reversa, em que um grupo de pessoas, no caso, os estudantes que tentam ingressar nas universidades públicas, sofre o ônus. Vivemos em uma sociedade onde, felizmente, o preconceito não é escancarado. As pessoas que são racistas, não são bem vistas, por isso, têm vergonha de dizer que o são. Conseguimos sair da escravidão sem ter uma sociedade cultuando ódio racial. Por favor, senhores, implementar raça como fator de segregação pode acabar com esse equilíbrio, pode criar uma odiosa sociedade de mais aptos e menos aptos baseados numa bobagem, ao invés de premiar o mérito de cada um independente da cor da pele. Cor não é raça, e nem critério de distinção entre pessoas. JAIR, Canoas, 18/06/09.

15 comentários:

JOEL disse...

Estava me preparando para perguntar quando você iria para Canoas mas ao ler o teu texto (que concordo em gênero, número e grau) sobre as cotas nas universidades, vi que ja está lá, pois de lá escreveu.

jorge disse...

Enfim, alguém que escreve o que muita gente pensa, mas não tem coragem de dizer. Também acho o sistema de cotas uma espécie de racismo.

Blog do Franco disse...

..Olá Jair!


.Bacana a introdução que levas a desenvolver um tema polêmico,mais que infelizmente ,teima qm sustentar.

Sou Contra o sistema de cotas ,por um motivo simples! Educação! é o que falta,poxa,o Estad é tão medíocre que até paa fomentar,e intensificar o preconceito ele se supera!


...POlíticas púplicas de aumento em investimento s em edicação é o caminho ,fico até indignado falar disso,tão simples,tão objetivo.


Mais aí vem aquele pensamento tão batido! "mais se eles,investiram mais na educação,não ficarãomais no poder" ..tsc tsc...pobre mentalidade brasileira....




http://francoemblog.blogspot.com/


Abraços!

Andréia Pisone disse...

Olá, Jair!
O seu texto é maravilhoso, porém, precisamos entender algumas questões. Em primeiro lugar, devemos entender que, as escolas privadas possuem o melhor curriculo no quesito conhecimento, ou seja, são elas que estão dotadas de milhões de informações a mais que as escolas públicas e dedicam-se a tal. O papel fundamental da escola privada é transmitir conhecimento,puro, de memorização e fórmulas prontas para muitos cálculos, enquanto a pública, se esconde atrás da política de inclusão social e educação para o trabalho. Muitos educadores de renome nacional defendem que é melhor o indivíduo ser educado do que apenas ser um depósito de informações e memorizações. Entretanto, quando esses estudantes de escolas públicas (ditos educados)vão disputar uma vaga nas universidades públicas, não possuem qualificação e conhecimento para ingressarem em um ensino de qualidade, por que o nível de exigência nos vestibulares das universidades públicas é muito além do conhecimento que nós, estudantes de escolas públicas temos acesso.
Os nossos governantes não investirão em melhores políticas educacionais, pois são eles, os principais donos de pré-vestibulares, ou seja, é melhor criar um sistema de cotas do que qualificar estudantes de classes menos favorecidas financeiramente.
Concordo com você, também acredito que o sistema gera uma espécie de racismo, mas, será que podemos considerar essa polícita positiva e criativa do ponto de vista que, teremos nossos colegas discriminados com a oportunidade de ter acesso a um conhecimento de ponta e que, essa medida pode ser considerada um trampulim, e poderão eles num futuro próximo lutar por uma vida melhor? E quando digo vida melhor, penso na extinção do racismo, do preconceito e outros fatores pejorativos que inflamam nossa alma.
Beijos,
Andréia Pisone

Isabel Magalhães disse...

Vim retribuir a visita.

Li o seu artigo com o maior agrado. Não estou a par das quotas no Brasil e penso até que em Portugal não existem quotas no ensino, no entanto, elas existem na política para as Mulheres. Dá para acreditar?

Vou listar o seu espaço nos meus favoritos.

Abraço de Portugal

I.

Leonel disse...

Caro Jair: Como você muito bem colocou, caracteristicas de adaptação, como pigmentação de pele, cabelo, etc... nada tem a ver com raça.
Infelizmente, no Brasil, nossos governantes protagonizaram mais uma demagogia com as tais cotas raciais e sociais. Se quisessem realmente dar tratamento igual para os menos favorecidos, no caso os pobres (grupo social onde também estão a grande maioria dos negros e mestiços), a medida correta seria a de investir pesado na elevação da qualidade do ensino público, principalmente o fundamental. Assim, os pobres, brancos, negros ou de qualquer cor teriam condições de competir com os alunos da rede privada por vagas nas universidades. Acontece que, se começar a fazer isto agora, os primeiros frutos só irão começar a ser colhidos daqui a alguns anos, certamente no mandato de outro governante ! Como nossos políticos só querem resultados imediatos, foi mais fácil escolher o caminho da demagogia e criar as tais cotas! Eu já cansei de enumerar as incoerências e consequências negativas desta medida absurda e inconstitucional ! Mas, aqui vão de novo, alguns deles:
1. Para começar, a dificuldade de determinar quem é o que, num país cheio de miscigenação como o Brasil, principalmente na região Sudeste. Já houve vários casos absurdos, como o dos irmãos em que um prestou vestibular se declarando negro e o outro não foi aceito como cotista!
2. A inconstitucionalidade do ato, já que a constituição veta qualquer escolha ou favorecimento baseada em fatores "raciais".
3. O incitamento ao racismo, pois como se sente o pai de um filho "branco" ao ver seu filho ser preterido na universidade por um candidato "negro" com nota inferior ao mesmo? No mínimo, se sentirá injustiçado e pode passar a ter ojeriza aos "negros".
4. E como um futuro empregador optará ao escolher dois candidatos com diploma universitário, sendo um deles cotista? Será que dará o mesmo valor a ambos, mesmo sabendo que um entrou por conta de favorecimento?
5. E qual será o aproveitamento do universitário que ingressou com um grau que não o qualificaria, se não fossem as cotas? Uma vez, um professor universitário me falou: "muita gente pensa que é difícil entrar na universidade. Na realidade, entrar é fácil. Difícil é sair (formado)."
Mas, como a demagogia sempre deu certo neste país, tem gente que se julga beneficiado e apoia esse absurdo.
Em tempo: nos EUA foi adotado, acho que nos anos 60, um sistema de cotas para ingresso na universidade. Mas isso porque, lá, o ingresso não era feito por vestibular, mas sim por exame de currículo. E nos tais currículos constavam a origem e a "raça" do candidato. Os aprovados eram selecionados por comissões que, como ficou provado mais tarde, excluiam sistematicamente os candidatos "não-brancos". Acontece que alguns alunos negros foram à justiça e provaram que tinham aproveitamento no ensino colegial superior ao de outros alunos aprovados pelas tais comissões. O que havia era mesmo racismo ! Como não se podia fiscalizar permanentemente tais escolhas, foram então criadas as cotas, que aliás já estão em processo de extinção ! Como se vê , situação bem diferente da existente no Brasil, onde antes dessa medida estúpida nem se sabia a aparência do candidato!

Tati Martins disse...

Olá, Jair!
Vim retribuir sua visita e comentário e gostei muito do que li.
Parabéns também pelo seu blog.
Seja bem-vindo sempre ao meu.
Um beijinho!

Mariz disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Mariz disse...

dissolvi o comentário anterior porque estava cheio de gralhas - nunca revejo textos e escrevo depressa depois...é o que se lê... - ou lia!
* ----------------------------------------*
:)
1 sorriso porque reparei qe me "seguia" - aliás, peço desculpa...seguia o "sou pó e luz".
Não entendi porque segue um blog diametralmente oposto ao seu/ a si! - os extremos tocam-se?!
:)
novo sorriso..
Quanto ao seu post:
realmente a côr não é raça...
mas...
a maoria - onde não me incluo - podem incorrer comendo "gato por lebre"...que é como quem diz: chocolate envenenado! - dada a raça.
:)
último sorriso
sou perfeitamente ignorante no que concerne ás quotas no Brasil...mas em Portugal há... - .mais para "inglês ver" do que outra coisa.
Desde 1994 desisti de pertencer ao Estado, cansei de remar contra a maré. Porém, não posso dizer que em tempo oportuno, não tivessem reconhecido esse esforço...
*_______________________*
Nota:
- também não gosto do Paulo Coelho...
- quanto aos livros de auto-ajuda...
sempre são uma ajuda! - srsrs - se os resultados se fizerem sentir no terreno.
- O que venho escrevendo é real, sincero, e experimento sempre.... - quem me ler o meu blog ve-me lá retractada e não minto...portanto, nenhum leitor ficará defraudado!
- Nâo sou um livro...nunca escrevi nenhum, mas... ajudo! - srsrsr - sem falsa modéstia.

Feliz solestício!

Sempre...
Mariz

Chicão disse...

Como sabemos a COR nada tem a haver com RAÇA. Por que? A cor de qualquer criatura está relacionada ao meio ambiente. Para qualquer pessoa viver bem e totalmente despreocupada com o câncer de pele e o raquitismo precisa estar adaptada, caso contrário, precisa tomar algumas precauções, como: proteger-se dos raios solares ou alimentar-se de forma adequada, respectivamente. Seria crueldade colocar uma pessoa de pele clara e cabelos escorridos viver em um local com latitude geográfica zero grau(linha do equador), assim como, fixar uma pessoa que tem pele escura e cabelos entrelaçados(proteger-se do sol) para morar em um local com latitude 80º, por exemplo. Mas, os nossos representantes que estão no poder, não tiveram acesso a bons livros e, por isso, criaram as cotas para ingresso às universidades. Seria tão bom que tudo isso fosse revogado e nos deixassem em paz, pois a nossa convivência é harmoniosa. Não há separação nos transportes coletivos, nos bairros, nas cidades e nem nas festas sociais. Oh Brasilzão belo! Não merecia ficar a mercê dessas pessoas que tem pouco conhecimento em algumas áres do saber.

Silvia Masc disse...

Entendo o sistema de cotas, como algo absolutamente preconceituoso.Porque não beneficiar a todos com um ensino decente desde a pré-escola?

abraços

Augusto Ouriques Lopes disse...

Pai,
Terei que discordar de você e da maioria que aqui escreveu. Pelo menos no cenário americano onde as raças, ou cores como você coloca, não são tão misturadas como no Brasil. A divisão racial era promovida pelo estado, as leis favoreciam os brancos até pouco tempo aqui. Agora nada mas justo que reconhecido os erros algo seja feito, forçadamente feito pelo estado.
Uma analogia bem chulé: Seria justo o estado pagar a uma pessoa 10 mil por mês pelo resto da vida dela com o dinheiro público? Não, você diz. Mas se o motivo deste parecer é que aquele sujeito foi mantido na prisão por 20 anos injustamente por um crime que não cometeu? Pode ser que assim faz sentido o estado pagar uma indenização.
Pense na ajuda que o estado dá aos aborígenes na Austrália. Achei que você achava aquilo justo. Da onde olho o caso é bem parecido às cotas no Brasil.

JAIRCLOPES disse...

Augusto,
A respeito de teu comentário, cabe esclarecer o seguinte: 1) Sou plenamente a favor que se faça alguma coisa para amenizar as diferenças sociais entre as camadas da população segregadas por qualquer tipo de preconceito: Veja bem, na Austrália, desde a colonização, havia o explícito (a lei de alguns estados assim o dizia) preconceito da raça o qual não permitia integração e nem sequer reconhecimento dos aborígines, pois estes nem sequer entravam na categoria de seres humanos. O que fez o congresso de lá? Reconheceu os naturais primeiro como seres humanos, e, depois, lhes reconheceu o direito à terra e por isso paga a eles uma espécie de indenização pela ocupação do solo; 2) Quando se criam reservas indígenas no Brasil, embora arbitrárias, poucas, pequenas e que quase não atendem ao mínimo que os índios necessitam, está se procedendo uma espécie de reconhecimento do erro da ocupação desordenada e tentando compensar os verdadeiros "donos da terra" pelo mal cometido pela colonização. 3) No Brasil, quando se cria uma lei estabelecendo que existem "raças" diferentes que compõe nossa população está se criando categorias de gente que, por lei, nunca existiram; está se criando pessoas diferenciadas para encobrir a incapacidade inata do Estado em prover uma educação pública decente para o povo; está se mascarando um problema estrutural crônico com, agora sim, um preconceito, que se existia, era apenas no pensamento imperfeito de poucas pessoas, já que é impossível dizer, neste país amalgamado de etnias e povos diferentes, quem é quem. Eu sou negro, índio ou branco? E você, é o quê? Quem no Brasil pode se dizer desta ou daquela "raça"? É a isso que me invoco, não dá para estabelecer esta merda desta raça em qualquer cidadão brasileiro. Porque não existem raças humanas e, porque, se estas existissem, estariam tão misturadas na nossa população que seria impossível determiná-las. Então, como vamos estabelecer cotas para negros, índios e brancos num terreiro de galinhas que existem, só para você ter uma idéia da confusão: dezoito "cores" de galinhas, segundo o IBGE? Diferentemente da Austrália onde aborígines e colonizadores, com raríssimas exceções, nunca se misturaram geneticamente, no Brasil, desde os primeiros dias da colonização, os portugueses - que sob qualquer ponto de vista não são uma raça - não só mesclaram seus genes com os índios, como o fizeram com grande frequência, até porque eram, na sua maioria, homens solteiros ou que tinham deixado a família na Europa. Com a chegada dos escravos a procriação destes com os europeus e nativos se deu de tal forma que o país tornou-se um caldeirão de etnias nunca igualado no planeta, somos o terreiro de galinhas caipiras mais perfeito que existe. Caso típico da confusão tupiniquim sobre raças é esse bem conhecido, mas que vale a pena ser repassado: Em Brasília dois gêmeos univitelinos, requerentes de cotas para negros na universidade por terem uma avó negra, foram considerados, um BRANCO e outro NEGRO. É a isso que me refiro, vamos combater a injustiças sociais; vamos dar mais chances para aqueles que não as tiveram durante tanto tempo; vamos tentar nos tornar um País mais justo, mas ao custo de criar categorias raciais? NÃO! PORRA! Abraços do teu pai índio-branco-negro, JAIR.

Augusto Ouriques Lopes disse...

Mas uma ação qualquer, mesmo que falha, não é melhor do que ação nenhuma? O problema então não está na idéia em favorecer de alguma maneira aqueles que foram prejudicados no passado, correto? Está na maneira como isto é executado, é isso? Que tal então partirmos para sugestões pois como se viu aqui fica fácil criticar. Eu sugiro que seja feita uma análise do tom da pele da pessoa, quanto mais escuro mais alto um índice que será somado ao resultado final da prova do vestibular. Não brinco não. Uma pesquisa feita com imigrantes aqui nos EUA apontou que a relação entre os de pele mais clara e os de pele mais escura passando por todos os tons é direta com seus salários iniciais. A pesquisa aqui (em inglês)http://client.norc.org/jole/SOLEweb/Hersch.pdf

Augusto Ouriques Lopes disse...

Mais uma coisa: O racismo existe no Brasil e é bastante forte. O fato dele ser disfarçado acaba trabalhando contra sua extinção. Vamos acabar com o que se supostamente o racismo não existe no Brasil?