terça-feira, 20 de abril de 2010

VAMOS CUIDAR DO PLANETA


Um vulcão islandês com um nome impronunciável (Eyjafjallajokull) até para quem é fluente no idioma daquele país, mostrou quanto o Homo sapiens é impotente e quanto pode ser refém das forças da natureza. A nossa humildade como espécie aflorou debaixo da nuvem de cinzas e detritos que cobriu boa parte do Atlântico norte e da Europa. Se temos o privilégio de ser a espécie dominante do Planeta, também temos que assumir sermos a única espécie que pode contribuir de maneira decisiva para ele continuar habitável a despeito de forças naturais sobre as quais não temos controle. Em nome da civilização não temos o direito de maltratar a Terra a ponto de inviabilizar a vida sobre ela. Temos OBRIGAÇÃO de cuidar dela com carinho.

Até onde se possa enxergar e até onde a ciência pode provar, a Terra é uma anomalia. Em todo o sistema solar, ou qualquer sítio conhecido do cosmos, a Terra é o único planeta habitado. Nós, humanos, somos uma entre milhões de espécies que vivem em um mundo florescente, transbordando de vida. Contudo, a maioria das espécies que povoaram o Planeta, já não existe mais. Depois de pisarem o chão da Terra por mais de 180 milhões de anos os dinossauros foram extintos, não existe um sequer para contar a história. É fácil deduzir que nenhuma espécie tem lugar cativo no Planeta azul, todos somos transitórios. Estamos aqui a apenas um milhão de anos e somos a única espécie que projetou meios para sua autodestruição. É mole? Veja bem, somos raros e preciosos, porque pensamos e por que estamos vivos! Quantas espécies podem dizer que pensam e estão vivas? NENHUMA, a não sermos NÓS, cara pálida! Temos o privilégio de projetar e talvez controlar nosso futuro e o futuro do Planeta. Aliás, mais que isso, temos OBRIGAÇÃO de lutar pela vida na Terra, não apenas pela NOSSA vida, mas pelas demais que coabitam esta grande rocha em forma de laranja. Não há nenhuma causa mais urgente e nobre do que proteger o futuro de nossa espécie e, por tabela, proteger todos os demais seres.

Lembrando, quase TODOS os problemas humanos são provocados pelos humanos e podem ser resolvidos pelos humanos. Nenhuma convenção social, nenhuma hipótese econômica, nenhum dogma religioso é mais importante que nossa sobrevivência.

Ah! Vão dizer. E as forças da natureza como o vulcão de nome impossível de proferir? Lembremos, a Terra tem quatro bilhões de anos e, desde seu nascimento, SEMPRE teve fenômenos naturais de monta. Os continentes, mares, cadeias de montanhas, desertos, florestas e a vida do Planeta, SEMPRE sofreram reveses naturais, ou foram erigidos graças as colossais forças geológicas ou vindas do espaço. O ciclo de vida e morte, de nascimento e extinção de espécies e de reinos da natureza se sucedem graças aos cataclismos e às ocorrências furiosas que acometem o clima e causam mudanças drásticas nos ambientes. O motor da vida em Gaia são as catástrofes, por estranho que pareça. Somos parte do Planeta, e não alienígenas que para aqui vieram com intuito de extrair o que nos interessa e deixar para trás um mundo inabitado e inabitável. Cuidemos da nossa Terra, é a única que temos! JAIR, Floripa, 20/04/10.

7 comentários:

Ângela Coelho disse...

Concordo contigo em todas as esferas. Cuidando do Paneta, cuidamos de nós mesmos.
Abraços.

Noelita disse...

Li alguns artigos do Jair. Legal. Mas precisa de tempo para ler......
Realmente o vulcão da Islândia, trouxe muitos problemas aqui na Europa.

R. R. Barcellos disse...

Esse tal de Eyj-seiláoquê é café pequeno. Esperem a erupção do Anak-Krakatau - o filho do Krakatoa. Vai interromper o tráfego aéreo no mundo inteiro, ou coisa pior...

R. R. Barcellos disse...

Antes que eu me esqueça: o Vesúvio é outro que está com uma rolha entalada na garganta. Quando ele conseguir tossir, talvez la bella Napoli vá fazer companhia a Pompéia e Herculano (sinceramente, espero que não)...

Rosemildo Sales Furtado disse...

Olá amigo! É a mamãe natureza gritando, chorando e revidando, em função das agressões que lhes são impostas.

Hoje resolvi fazer uma visita de cortesia aos meus amigos colaboradores do Bohérase Autores a fim de conhecer seus espaços, e assim, partir para uma integração, até porque, devemos nos conhecer e nos interagir.

Beijos e uma ótima semana pra ti e para os teus.

Furtado.

Anônimo disse...

Realmente, esse vulcão é filhotinho...e com fôlego curtíssimo somente deu ar de suas vivas cores (vermelho) e mortas cores (cinza) por 1 semaninha num remoto recondido terrestre...

Imaginemos vulcão mãe ou pai ou até mesmo uma revolta da comunidade dos 4 bilhões de encarcerados vulcões...uau...vai ser uma infernal festinha àqueles pomposos que se acham independentes, superiores a tudo e a todos e indiferentes a sociedade e matureza...

180 milhões de anos de dinos e nenhum pra contar história, mesmo assim a prepotência do humanidade, no desabrochar de sua comemoração do primeiro milhãozinho, não a faz sinérgica, empática, humilde e pról de soluções simples e conjuntas para um todo sempre pleno, feliz e sobretudo seguro!

Saulo

Leonel disse...

É, Jair, a natureza periodicamente já faz a sua mudança na arrumação da casa (no caso, do planeta).
Parece que o percentual de espécies que sobrevivem à passagem de uma era geológica para outra é pequeno, comparado com as que são eliminadas.
Acho que não precisamos "ajudar" na nossa própria extinção.
Como diz naquela velha piada, deixem pelo menos a natureza escolher a quem vai eliminar!