terça-feira, 21 de julho de 2009

AINDA A ESTULTICE LUNAR


Continuando o combate ao festival de estupidez que circula no saite “A farsa do século” elaborei mais alguns argumentos baseados em afirmações infantis encontrados naquele espaço. Chamou-me a atenção referência de gosto duvidoso, “os três patetas” aos três astronautas da Apollo 11 e, mais adiante, a leviana afirmação, “fizeram uma lavagem cerebral neles, antes e depois da viagem”. Primeiro, quem “fizeram”? Ora, como o autor da afirmação em momento algum definiu o universo dos que conheciam, e guardavam para si esse conhecimento sobre a “farsa”, devemos supor que a lavagem cerebral foi praticada em tantos quantos tiveram acesso a esse “segredo”, não é mesmo? Ainda que que essa discutível expressão “lavagem cerebral” seja usada para nomear métodos de convencimento não científicos aplicado às pessoas que se quer doutrinar num certo sentido, fica claro que nas tantas vezes nas quais foram tentados, como; na China de Mao em adversários políticos durante a chamada revolução cultural; em prisioneiros de guerra do Vietnan na década de setenta; e na Alemanha de Hitler, nunca funcionaram. Ainda que acreditemos que nos EUA, nação apesar de tudo democrática, e onde se respeita as idéias e orientação ideológica de cada cidadão, teria sido possível “lavar” o cérebro de pessoas criadas livres, consideremos quantas seriam essas pessoas e que tempo demandaria essa “doutrinação”. Não bastaria doutrinar apenas os “três patetas”, o programa espacial envolvia um centro de treinamento onde mais de uma centena de astronautas recebia exatamente o mesmo adestramento. A escalação para as missões só era feita quando todos os potenciais tripulantes fossem considerados aptos, e a tripulação composta de três efetivos e dois reservas só era escolhida dias antes da decolagem, sendo assim, virtualmente, TODOS os astronautas teriam que sofrer a tal lavagem, e não só os três patetas como o autor do saite insinua. É de supor que “lavados cerebralmente” não poderiam ter uma convivência pacífica e normal com pessoas que não sofreram o mesmo tratamento, assim, o universo dos lavados teria que ser geometricamente ampliado. Considerando os vários lançamentos, inclusive o da malfadada Apollo 13, perto de vinte astronautas estiveram diretamente envolvidos nas viagens à Lua, e não só os “três patetas”. Temos que lembrar, também, que muitos técnicos, cientistas e auxiliares estavam diretamente ligados aos lançamentos e, naturalmente, estes teriam que receber o tratamento senão tudo iria por água abaixo, não é mesmo? Levando-se em conta que a tal lavagem cerebral quando foi tentada por déspotas e insanos políticos, demandou tempo considerável, às vezes anos, envolveu doutrinadores ou educadores, como se dizia na China, nas áreas psicológicas, comportamentais, políticas e sociais, teríamos dezenas, talvez centenas de psicólogos e cientistas políticos e sociais envolvidos durante meses ou anos para doutrinal homens livres, cultos e adultos para que todos se envolvessem numa trapaça em escala planetal de duração vitalícia. É possível explicar isso? E os próprios doutrinadores viveriam para sempre com suas consciências sabendo que cometeram esse crime? Será que não necessitariam eles, os doutrinadores, de outros educadores que lavassem seus cérebros? Esses outros educadores não estariam também sujeitos a crises de consciências, necessitando, por sua vez, de outros doutrinadores, assim ad eternum? Ora, sejamos sensatos, o autor do saite criou um moto perpetuum kafkiano! Além dessas questões, existe a que diz respeito ao material geológico trazido da Lua pelo programa Apollo. Foi algo em torno de sessenta quilos de pedras, seixos e alguma coisa parecida com terra e areia muito fina que, na sua maior parte, foram divididos e distribuídos a laboratórios e universidades dos EUA e de várias partes do mundo. Não é de estranhar que físicos, químicos, geólogos e outros estudiosos, que até hoje ainda estudam esse material, não percebessem que se trata de material oriundo da própria Terra? Será que esses cientistas que têm as amostras sob seus microscópios não percebem a fraude? Serão eles néscios? Ou eles estão mancomunados com a NASA e fingem que não sabem que o material é falso? Até cientistas da antiga União Soviética aprovam tal atitude, já que também receberam as pedras? Por essas e outra tantas questões que me ocorrem – diga-se, nenhuma respondida pelo autor do saite – é que afirmo: A Lua, além de inspirar os poetas e amantes proporcionando-lhes perturbações oníricas que enriquecem a literatura, atua nos neurônios de certos internautas bloqueando quaisquer resquícios de inteligência que poderiam ter, tornando-os parvos, furtando-lhes a denominação de homo sapiens tornando-os verdadeiros homo stultus, que se acham mais espertos que o resto da humanidade. Haja paciência! JAIR, Floripa, 21/07/09.

3 comentários:

Blog do Franco disse...

"homo stultus" boa o neologismo!

olha jair.. confesso que no começo hesitei em acreditar,pois tinham alguns fatos como,a demora em voltar a lua e tal, mais acredito mesmo que o homem esteve lá.. axo que esses caras aé estão assistiram muito aquela Série O sistema. lembra do Selton mello?



..Abrahh!

V. Mar tins disse...

Sr.Jair
Recordo-me em criança de um livro de banda desenhada, que exibia um foguetão direccionado à lua. A partir daí, acreditei sempre que um dia isso seria possível. Louvo-o pela sua defesa, a favor do progresso da humanidade.

Obrigado
Victor Martins

Tereara disse...

Eu assistí um programa (não lembro bem do nome...acho que "Caçadores de Mitos") na Discovery e se, ainda tivesse dúvidas, elas ruiram, pois a equipe dos "caçadores" provou que é possivel sim deixar pegadas num solo não úmido e uma bandeira pode se mexer no vácuo. Na verdade nunca tive dúvidas, mas a insistência em que tudo era farsa acaba colocando uma certa dúvida, mesmo que pequena.
ADOREI teu blog, e agradeço a tua visita no meu blog Meu Planeta-Planeta Água e teu comentário quanto a Paulo Coelho...que ambos temos o prazer de NÃO ler.
abração e estarei acompanhando teu blog.