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sábado, 8 de agosto de 2009

HAMMER E O LÁPIS


Na antiguidade clássica, tanto gregos quanto romanos já utilizavam instrumentos parecidos com o lápis: eram barrinhas redondas de chumbo que serviam para traçar linhas, desenhar e escrever. O protótipo do lápis poderá ter sido o antigo stylus romano, o qual consistia de um pedaço de metal fino, geralmente chumbo, utilizado para escrever nos pergaminhos. Entre todos os instrumentos de escrita, o lápis é sem dúvida o mais universal, versátil e econômico, produzido aos milhões todos os anos, mesmo na era da Internet. Os primeiros lápis, como são conhecidos hoje, vieram das montanhas de Cumberland (Inglaterra), onde em 1565 foi encontrada a primeira mina de grafite. O grafite da mina inglesa de Cumberland foi de tal forma explorado, que os ingleses passaram a proibir sua exploração sob ameaça de pena de morte. A qualidade do grafite inglês e os lápis com ele produzidos foram desvalorizando-se cada vez mais. Explique-se, o grafite era encaixilhado e colado dentro de pequenas ripas de madeira, cujo formato final era moldado manualmente, formando uma espécie de sanduíche. E somente por possuir o monopólio do mercado é que a Inglaterra conseguiu vender seus lápis de má qualidade por um preço ainda alto. O lápis surge na Alemanha pela primeira vez em 1644 na agenda de um Oficial de Artilharia. Em 1761 na aldeia de Stein, perto de Nuremberg, Kaspar Faber inicia sua própria fábrica de produção de lápis na Alemanha. A partir de 1839 ocorre um aperfeiçoamento do chamado processo de fabricação do grafite, com a adição de argila; A partir de então argila e grafite moídos são misturados até formarem uma pequena vara e depois queimados. Através da mistura de argila com grafite tornou-se então possível fabricar lápis com diferentes graus de dureza. Em 1856 Lothar von Faber adquire uma mina de grafite na Sibéria, não muito distante de Irkutsk, que produzia o melhor grafite da época. Embora a forma e a aparência externa dos lápis tenham sido mantidas iguais até os nossos dias, não é possível comparar os lápis fabricados antigamente com a pureza e seriedade com que os artigos atuais são produzidos. Armand Hammer, (1898 – 1990) mega empreendedor norte americano com interesses múltiplos, tornou-se multimilionário atuando nas áreas de petróleo, produtos farmacêuticos e alimentícios, papelaria, importação de caviar e peles e, acreditem, fabricação de LÁPIS na União Soviética. Hammer já se tornara muito rico nos EUA no início do século, quando então resolveu diversificar sua atuação vendendo produtos farmacêuticos e o excedente da produção de trigo americano para os russos. Em 1920, ele mudou-se para a União Soviética em especial para acompanhar o seu grande negócio de exportação de canetas e lápis e importação de caviar e peles de zibelina. Uma vez lá, verificou que os lápis russos eram de tal forma ruins, de baixa qualidade, que prejudicavam o aprendizado das crianças, o grafite era duro e quebradiço e a madeira da qual eram fabricados era de veios irregulares e muito dura também. Foi aí que resolveu propor ao governo soviético, - que nessa altura ainda era representado por Lenin, - construir uma fábrica de lápis nos moldes das existentes no Ocidente. Uma vez conseguida a concessão, importou dos EUA todo o maquinário, trouxe alguns técnicos e operários especializados e montou a maior fábrica de lápis do planeta. Seus produtos eram de tão boa qualidade, que as fábricas soviéticas se viram quase às moscas, porquanto todas as escolas, repartições governamentais e outros órgãos da burocracia preferiam os lápis Hammer a quaisquer outros. Depois de algum tempo Hammer passou o controle da fábrica para os soviéticos e retornou aos EUA, mas, até hoje Hammer ainda é sinônimo de lápis da Rússia, mais ou menos como algumas pessoas chamam lâmina de barbear de “gilete”, confundindo a marca com o produto. Agora, o gancho que fecha o círculo Hammer - Lápis: no início da corrida espacial os americanos verificaram que as canetas esferográficas comuns não funcionavam bem em condições de gravidade zero e a baixas temperaturas. Para resolver esse problema, os engenheiros contrataram uma empresa especializada (Fischer) para projetar a caneta espacial. Dez anos e US$ 12 milhões depois, estava pronta a caneta que podia ser usada no espaço em qualquer posição, embaixo d’água, em qualquer superfície, inclusive metálica, em temperaturas de até 30 graus negativos e 180 positivos e jamais vazava. Essa caneta não é lenda urbana, eu tenho uma dessas que ganhei de meu filho. Os russos, que tiveram o mesmo problema, optaram por uma solução mais simples: passaram a usar um lápis. Quem diria, esse mesmo singelo lápis que um megacapitalista típico, num momento de inspiração em busca de maiores lucros, havia introduzido na burocracia mais cabulosa do planeta; um produto tão simples e universal, serviu para cutucar o orgulho dos americanos contribuindo fortemente para um vexame frente a seus concorrentes menos imaginosos e mais pobres. São os ossos do capitalismo, eu diria. JAIR, Floripa, 09/08/09.

terça-feira, 21 de julho de 2009

AINDA A ESTULTICE LUNAR


Continuando o combate ao festival de estupidez que circula no saite “A farsa do século” elaborei mais alguns argumentos baseados em afirmações infantis encontrados naquele espaço. Chamou-me a atenção referência de gosto duvidoso, “os três patetas” aos três astronautas da Apollo 11 e, mais adiante, a leviana afirmação, “fizeram uma lavagem cerebral neles, antes e depois da viagem”. Primeiro, quem “fizeram”? Ora, como o autor da afirmação em momento algum definiu o universo dos que conheciam, e guardavam para si esse conhecimento sobre a “farsa”, devemos supor que a lavagem cerebral foi praticada em tantos quantos tiveram acesso a esse “segredo”, não é mesmo? Ainda que que essa discutível expressão “lavagem cerebral” seja usada para nomear métodos de convencimento não científicos aplicado às pessoas que se quer doutrinar num certo sentido, fica claro que nas tantas vezes nas quais foram tentados, como; na China de Mao em adversários políticos durante a chamada revolução cultural; em prisioneiros de guerra do Vietnan na década de setenta; e na Alemanha de Hitler, nunca funcionaram. Ainda que acreditemos que nos EUA, nação apesar de tudo democrática, e onde se respeita as idéias e orientação ideológica de cada cidadão, teria sido possível “lavar” o cérebro de pessoas criadas livres, consideremos quantas seriam essas pessoas e que tempo demandaria essa “doutrinação”. Não bastaria doutrinar apenas os “três patetas”, o programa espacial envolvia um centro de treinamento onde mais de uma centena de astronautas recebia exatamente o mesmo adestramento. A escalação para as missões só era feita quando todos os potenciais tripulantes fossem considerados aptos, e a tripulação composta de três efetivos e dois reservas só era escolhida dias antes da decolagem, sendo assim, virtualmente, TODOS os astronautas teriam que sofrer a tal lavagem, e não só os três patetas como o autor do saite insinua. É de supor que “lavados cerebralmente” não poderiam ter uma convivência pacífica e normal com pessoas que não sofreram o mesmo tratamento, assim, o universo dos lavados teria que ser geometricamente ampliado. Considerando os vários lançamentos, inclusive o da malfadada Apollo 13, perto de vinte astronautas estiveram diretamente envolvidos nas viagens à Lua, e não só os “três patetas”. Temos que lembrar, também, que muitos técnicos, cientistas e auxiliares estavam diretamente ligados aos lançamentos e, naturalmente, estes teriam que receber o tratamento senão tudo iria por água abaixo, não é mesmo? Levando-se em conta que a tal lavagem cerebral quando foi tentada por déspotas e insanos políticos, demandou tempo considerável, às vezes anos, envolveu doutrinadores ou educadores, como se dizia na China, nas áreas psicológicas, comportamentais, políticas e sociais, teríamos dezenas, talvez centenas de psicólogos e cientistas políticos e sociais envolvidos durante meses ou anos para doutrinal homens livres, cultos e adultos para que todos se envolvessem numa trapaça em escala planetal de duração vitalícia. É possível explicar isso? E os próprios doutrinadores viveriam para sempre com suas consciências sabendo que cometeram esse crime? Será que não necessitariam eles, os doutrinadores, de outros educadores que lavassem seus cérebros? Esses outros educadores não estariam também sujeitos a crises de consciências, necessitando, por sua vez, de outros doutrinadores, assim ad eternum? Ora, sejamos sensatos, o autor do saite criou um moto perpetuum kafkiano! Além dessas questões, existe a que diz respeito ao material geológico trazido da Lua pelo programa Apollo. Foi algo em torno de sessenta quilos de pedras, seixos e alguma coisa parecida com terra e areia muito fina que, na sua maior parte, foram divididos e distribuídos a laboratórios e universidades dos EUA e de várias partes do mundo. Não é de estranhar que físicos, químicos, geólogos e outros estudiosos, que até hoje ainda estudam esse material, não percebessem que se trata de material oriundo da própria Terra? Será que esses cientistas que têm as amostras sob seus microscópios não percebem a fraude? Serão eles néscios? Ou eles estão mancomunados com a NASA e fingem que não sabem que o material é falso? Até cientistas da antiga União Soviética aprovam tal atitude, já que também receberam as pedras? Por essas e outra tantas questões que me ocorrem – diga-se, nenhuma respondida pelo autor do saite – é que afirmo: A Lua, além de inspirar os poetas e amantes proporcionando-lhes perturbações oníricas que enriquecem a literatura, atua nos neurônios de certos internautas bloqueando quaisquer resquícios de inteligência que poderiam ter, tornando-os parvos, furtando-lhes a denominação de homo sapiens tornando-os verdadeiros homo stultus, que se acham mais espertos que o resto da humanidade. Haja paciência! JAIR, Floripa, 21/07/09.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

A LUA E A BURRICE


Quando se comemora quarenta anos da chegada do homem à Lua, ainda existe muita estultice circulando pela internet onde até se propaga que a viagem ao nosso satélite nunca existiu, e que os americanos movidos pela vontade vencer os russos na corrida espacial, teriam simulado tudo e construído em estúdios cinematográficos as imagens que vimos na ocasião. Sinceramente, para quem viveu naqueles dias, naquelas décadas de sessenta e setenta, não pode haver maior idiotice que essa de duvidar de uma coisa que acompanhamos passo a passo desde as primeiras experiências com foguetes baseadas na tecnologia desenvolvida por Von Braun, até quando o poderoso Saturno V elevou ao espaço a tripulação de três astronautas que lograram alcançar a Lua onde dois deles desembarcaram. Sobre um saite chamado “A farsa do século”, escrevi o seguinte: Churchill, com muita propriedade, dizia: “É possível enganar muitos durante algum tempo, enganar poucos durante muito tempo, mas é impossível enganar muitos durante muito tempo”. Será possível que a NASA, por mais de cinqüenta anos, tenha conseguido enganar bilhões de pessoas em todo o mundo? Os russos que eram adversários dos americanos na corrida espacial; a imprensa mundial que sempre cobre com competência tudo que acontece; os cientistas de todos os países contrários e até os favoráveis a exploração do espaço, que acompanhavam o desenvolvimento das novas tecnologias alcançadas graças à corrida espacial; nós, pessoas comuns, que usufruíamos materiais e produtos surgidos a partir das pesquisas voltadas para o projeto da NASA; os próprios congressistas adversários do presidente que solicitava verbas para a corrida; os técnicos, engenheiros, físicos, químicos, militares, prestadores de serviços, industriais, empresários e outros tantos que, de diversas partes do mundo colaboravam para o projeto? Por que será que das mais de quarenta mil pessoas que trabalhavam na base de lançamento no cabo Canaveral (depois cabo Kennedy) e no centro de controle de Houston, ninguém que tenha sido demitido fez qualquer denúncia sobre essa farsa? Por que será que os astronautas, pessoas normais, sérias, se deram ao trabalho de passar anos em centros de treinamento para depois fingir que foram a um lugar que nunca foram realmente? A quem serviria esse engodo? Por que gastou-se tanto dinheiro fingindo fazer uma viagem, quando FAZER essa viagem custaria a mesma coisa? Os russos são tão tapados que estavam disputando de verdade com um competidor de mentirinha? Quando do lançamento do Saturno V fotógrafos, cinegrafistas, outros jornalistas, e gente comum de todo o mundo se amontoavam para ver e registrar a entrada dos astronautas na cápsula, a contagem regressiva e a decolagem. É de se perguntar, era tudo uma encenação e, antes do lançamento, os astronautas saíam de fininho por uma porta dos fundos sem que ninguém notasse? Ou o lançamento era real e os astronautas ficavam orbitando numa região “secreta” do espaço enquanto multidões acompanhavam pela TV uma gravação prévia mostrando cenas cinematográficas deles na Lua? Se era tudo mentira, qual era o nível da farsa? Só presidente e alguns membros da alta cúpula política sabiam de tudo? Como ficavam os operadores de radares e outros equipamentos destinados a monitorar os artefatos espaciais? Eles sabiam também? Ou eram enganados por artifício fantástico destinado a simular ecos nos radares? Sofreram lavagem cerebral como os astronautas? Os que sofreram lavagem cerebral podem permanecer cinqüenta anos sustentando essa colossal mentira? As famílias dos “lavados” nunca perceberam nada? E os operadores de radares da Rússia também eram um bando de imbecis que nunca notou nada de anormal? Existiam milhares de operadores, técnicos, engenheiros, cientistas, faxineiros e auxiliares nas dependências da NASA e do centro de controle em Houston, todos eram coniventes ou eram inocentes úteis? Se eram cúmplices, como se pode manter o segredo por tanto tempo? Se eram inocentes, como se poderia aliená-los da simulação? Paralelamente as viagens à Lua existia um programa espacial de lançamento de satélites, vôos suborbitais e orbitais, era tudo mentira também? Se era tudo um conluio, como se explica os avanços nessas áreas? Se não era, como se separava, para os que trabalhavam nos projetas, o joio do trigo? Nas especificações dos equipamentos, peças, roupas espaciais e artefatos que eram encomendados às indústrias levava-se em conta que não necessitavam ser, realmente, apropriados para o fim que se destinavam, já que era tudo de mentirinha mesmo, e podiam-se ser feitos de “qualquer jeito”, ou eram perfeitos e gastava-se um dinheiro que poderia ser empregado em outras áreas, como por exemplo, cenas de ficção científica onde se simulava, como num filme, desembarques na Lua? Se eram adequados, por que não empregrá-los indo à Lua mesmo? Se não eram, como se obtinha a conivência da indústria? Dos cientistas convocados para fazer os complexos cálculos de órbitas, distâncias, tempos e rotas todos eram mancomunados ou nada sabiam do embuste? Se eram coniventes, como vivem eles hoje com suas consciências? Se eram inocentes úteis, como estão agora que “sabem” que tudo era uma farsa? Pois é, já definiram a internet como o espaço mais democrático que existe, não duvido, mas concluo que é onde as maiores idiotices e bobagens se propagam como fogo em mato seco; é onde os apedeutas se sentem a vontade para fluir suas burrices que em outro lugar não teriam vez. JAIR, Floripa, 20/07/09.