
Nós estamos apenas de passagem, nosso papel de seres pensantes é viver da melhor maneira possível e pelo maior período de tempo que formos capazes, além de ajudar os outros a fazerem o mesmo. O Que acontece depois disso, e como somos julgados pelos demais, escapa ao nosso controle, a posteridade é resultado do que fizermos hoje, assim como o presente é o somatório de nosso passado. O tempo é como um rio que a tudo arrasta impiedosamente, sem que nós tenhamos ascendência sobre ele, ou que possamos influir na sua marcha obtusa e implacável. Tudo que existe é apenas o presente, e é a ele que nos devemos ater independente do que fizemos ou fomos no passado e de como desejamos ser ou fazer no futuro. O homem, às vezes, tem a veleidade de atribuir ao tempo boas ou más influências em sua vida, em sua mesquinhez ou em suas virtudes, mas, ao que parece, esta é apenas atitude de quem desconhece a verdadeira natureza da entidade TEMPO. Tenhamos consciência que o TEMPO não espera, não apressa, não pára e não contempla dúvidas e vacilações, ele desconhece nossas incertezas, desejos e aspirações, ele não nos adula mas, também não nos pune, nós é que somos instrumentos e alvos de nossas falhas e sucessos, o tempo apenas observa indiferente as ações de suas imperfeitas e presunçosas criaturas, que somos nós. JAIR, Floripa, 09/09/09.