Nos europeus gols façam de sobejo.
quarta-feira, 28 de maio de 2014
Prá não dizer que não falei de futebol
Nos europeus gols façam de sobejo.
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
A Cicuta

Por que isto aconteceu? Seu jogo inovador para o Corinthians, atraía a multidão de jovens torcedores. Suas qualidades de líder e sua inteligência, também colaboraram para o aumento de sua popularidade. Na época, comandou uma tal de “Democracia Corintiana”, a qual permitia que os jogadores tivessem uma vida desregrada, desde que esses desvios não influenciassem na qualidade de seu jogo, isto é, jogando bem pode soltar a franga que não tem problema. Temendo algum tipo de mudança no time, os cartolas viam em Sócrates um exemplo público e um condutor de jovens em potencial. Então ele viu-se livre para permitir-se beber e fumar sem provocar alarde na multidão corintiana que pagava seu salário de muitos dígitos. Argumentos médicos e de todos aqueles que desejavam que ele se mantivesse abstêmio, não o convenceram que sua saúde corria perigo. Alguns acusaram-no de beber o futebol que jogara, mas isso não se comprovou, quando ele aposentou-se foi por vontade própria e não por imposição de um futebol medíocre. Aposentado, exerceu o ofício da medicina e não se tem notícia que tenha deixado a desejar como médico. Consta que foi tão bom doutor como foi jogador. Apenas a “cicuta”, pode ter abreviado sua vida como já havia feito com o ilustre filósofo grego. Paz Magrão, assista daí as alegrias do seu Timão. JAIR, 05/12/11.
sábado, 23 de julho de 2011
Receita de bolo
Para se construir um imbróglio que tenha justiça, polícia, interesse do público e que dê notícias na tevê, jornais e internet, a receita é bastante simples: Pegue um jogador de futebol jovem, cheio de hormônios e muito confiante, que não necessita ser bonito, de preferência que jogue ou tenha jogado no exterior; acrescente a ele uma conta bancária com mais de sete dígitos e carros bacanas; coloque-o nas revistas coloridas sem conteúdo e em programas de tevê que nada dizem; permita que ele esteja disponível; pode ser solteiro, viúvo, separado e até casado, desde que apareça sozinho. Agora pegue uma gostosa Maria chuteira bem atrevida, dessas que freqüentam treinos dos times de futebol e, se deixarem, até vestiários e que se vista com roupas mínimas; se for loura bem melhor, mas não é um atributo indispensável; permita que a Maria chuteira se aproxime do jogador e lhe faça propostas irrecusáveis; deixe que saiam juntos algumas vezes até que ela fique grávida, se houver casamento melhor, se não, a gravidez é o suficiente; deixe que o filho de ambos nasça e obrigue o jogador a reprimir sua libido e a tornar-se fiel. Consinta que a Maria chuteira se acostume a gastar milhões em jóias, roupas, apartamentos e viagens à Europa. Faça com que a carreira do jogador decline naturalmente ao mesmo tempo em que a relação com a Maria azede porque o jogador já não mais é fiel. Tenha no país uma legislação que, apesar de estarmos no século vinte e um, estabeleça que o homem sempre é o responsável pela manutenção da mulher. Coloque um advogado ávido por fama e dinheiro assessorando a companheira do jogador decadente e infiel e deixe ferver na mídia por alguns dias. Tenho certeza que não existe receita tão boa para gerar manchetes e extasiar o público. No Brasil, esse “bolo” é servido bem quente com direito a gritos de aprovação de quem gosta e de repúdio daqueles que detestam. Bom proveito! JAIR, Floripa, 23/07/11.sábado, 3 de julho de 2010
É o seguinte...
A nova guerra do Paraguai.
Ao contrário do que se diz por aí, futebol não é uma caixinha de surpresas, ganha quem faz mais gols. Entretanto, longe de ser uma ciência exata, tem regras não escritas que, uma vez desrespeitadas, trazem o dissabor da derrota para quem ousar violá-las. O resultado do jogo Brasil e Holanda ilustra perfeitamente o quero dizer a respeito das regras não explícitas, mas invioláveis: Futebol se joga de chuteiras, olhaí vou repetir, DE CHUTEIRAS, filhotes de Dunga. Outra regra não escrita: resultado parcial de um a zero não significa vitória nem em Bangladesh ou Faxinal dos esquecidos.
Pois é, os filhotes de Dunga ignoraram essas regrinhas, obtiveram um gol no primeiro tempo, e quando voltaram do vestiário, inexplicavelmente, calçavam salto quatorze. Levaram um banho das laranjas nem um pouco mecânicas. Bem de acordo com a época, as laranjas agora são cibernéticas, informatizadas, ou qualquer coisa nesse sentido, contudo, não esqueceram como se joga futebol e observaram as regras, deu no que deu.
Já
Voltam prematuramente para casa dois times que se alimentavam de mitos criados por um futebol bem jogado num passado que rendeu glórias e títulos a ambos. Confiar na arrogância, calçar sapatos altos e esquecer como se joga, não é, definitivamente, opção para quem quer ganhar o caneco numa disputa de caráter mundial.
O Paraguai, futebolisticamente falando, deveria estar alegre com as derrotas desses possíveis adversários nas semifinais. Pelo lado histórico, esses países, juntamente com o Uruguai, dizimaram o povo paraguaio numa guerra cujas origens até hoje não foram claramente explicadas. Uma guerra cujos documentos permanecem secretos até hoje, suscitando especulações as mais estranhas possíveis. Uma guerra na qual os combatentes paraguaios não foram derrotados e nem se renderam, foram extintos e, por falta de soldados e até de população ativa, pararam de lutar. Os paraguaios não são melhores nem piores do que argentinos e brasileiros, deixaram a Copa na mesma condição, mas lutaram a boa luta e voltaram para casa com a cabeça erguida conscientes que fizeram uma ótima campanha. Se tudo der certo, guaranis, uruguaios, brazucas e platinos, se verão em 2014 para uma guerra onde não haverá sangue nem lágrimas, e o melhor vencerá. Até lá! JAIR, Floripa, 03/0710.
terça-feira, 22 de junho de 2010
Os Gnomos existem!

Pois bem, apesar de serem vistos com muita frequência por grande número de pessoas durante gerações em todas as partes do mundo, ainda há gente que não acredite neles. Por isso, quero dar meu testemunho isento, produto de minha seriedade no trato de assuntos polêmicos.
Durante esta Copa de Futebol, enquanto o time da Argentina está em campo, tenho visto com estes olhos de cuja acuidade visual pode-se dizer que é ótima (20 x 20), um GNOMO na beira do campo. Juro, vejo-o sempre, ele está vestido de terno e gravata – certamente como disfarce – e gesticula muito, acredito que tal entidade é até religiosa, porque costuma fazer gestos ritualísticos compatíveis com a prática religiosa cristã. O homúnculo ridículo parece ter alguma influência sobre os jogadores argentinos, pois estes o cumprimentam e até o beijam ao saírem de campo.
Então, senhores céticos, prestem um mínimo de atenção e vejam o funesto ente que muitos dizem não existir, mas que, pela falta de pescoço, deve estar praticando algum ritual maldoso contra os inocentes jogadores de outros países. JAIR, Floripa, 22/06/10.
terça-feira, 15 de junho de 2010
Sobre Futebol
Pois bem, havia quem não gostasse dele, havia quem o achasse pedante, havia quem o acusasse de comunista, havia os que viam nele um bon vivant rico que apenas curtia a vida, outros diziam ser um play boy bem sucedido meio falastrão e irresponsável, contudo, uma coisa ninguém pode negar, o cara era profundo conhecedor da história dos esportes, com justiça muitas vezes chamado de enciclopédia do futebol.
Escrevia crônicas sobre história do futebol e esportes em geral recheadas de informações interessantes e curiosas. Uma dessas crônicas, “Tirem o Bedel!”, quero comentar aqui. Pois bem, existem perguntas pertinentes que os apreciadores do futebol às vezes fazem e não encontram respostas como: Por que onze jogadores? Por que dois tempos de 45 minutos cada? Na crônica, João Saldanha, contando a história recente do esporte bretão, dava uma bela pincelada nos fatos que originaram onze jogadores e 45 minutos por tempo num jogo.
Conta ele que, no início, na Inglaterra, no ano de 1848, numa conferência em Cambridge, estabeleceu-se um único código de regras para o futebol. No ano de 1871 foi criada a figura do guarda-redes (goleiro) que seria o único que poderia colocar as mãos na bola e deveria ficar próximo ao gol para evitar a entrada da bola. Em 1875, foi criada a regra do tempo de 90 minutos. O tempo duração do jogo assim ficou estabelecido porque o jogo era praticado, como esporte obrigatório, pelas escolas das elites inglesas onde o tempo de duração das aulas era cinquenta minutos. Quarenta e cinco minutos de jogo e cinco para preparação, com dois tempos para dar revanche ou desempatar. Como as turmas eram formadas por vinte alunos, dez de cada lado. E o goleiro? Bem, lembram da figura do bedel? Aquele carinha chato que era uma espécie de inspetor responsável pela disciplina de cada turma? Pois é, durante o inverno, quando o esporte tinha também a finalidade aquecer os meninos ricos ingleses, era impraticável colocar um deles paradão entre as traves, congelando, então colocaram o bedel. O bedel era, afinal, apenas um empregado, podia ficar com frio e tornou-se o décimo primeiro homem em campo.
Assim, turmas de 20 alunos definiram a quantidade de jogadores e duração de 50 minutos de aula estabeleceram o tempo de cada metade do jogo, nada misterioso ou cabalístico como alguns podem pensar. Nada a ver com o tamanho do campo, pois este variava muito na época até que, finalmente, foi regulamentado pela FIFA em terreno de 90 a 120 metros de comprimento e de 45 a 90 metros de largura, mas para partidas internacionais a entidade recomenda as seguintes medidas: entre 100 e 110 metros de comprimento, e entre 64 e 75 metros de largura.
O que vale é que o João Saldanha era uma autoridade em futebol, senão como jogador ou técnico, pelo menos como historiador e estudioso. Esta é uma homenagem a esse gaúcho carioca que respirava o esporte mais popular do Planeta e a ele dedicou sua vida, e que morreu como queria, depois de comentar a copa faleceu em Roma em 12 de julho de 1990. JAIR, Floripa, 15/06/10.
domingo, 2 de maio de 2010
HEXADATILIA
Consta que a miss Brasil de
Pois é, quando garoto em minha cidade natal, havia um colega de classe, de nome Carlos Fabris, vulgo Sabugo, que tinha seis dedos em cada pé, era até famoso por isso, gostava de mostrá-los. Muito depois, vim a saber que é um acaso não muito raro e chama-se hexadatilia, a qual atribui-se a uma má formação congênita que, em outras palavras, quer dizer mutação, herança genética. Existe vários graus, por assim dizer, dessa anomalia. Em alguns casos os dedos adicionais são apenas simulacros, não têm falanges que os tornem completos; em outros os dedos são perfeitos e funcionais.
Apesar da aparência esdrúxula de mão com seis dedos, em geral não causa problemas, há uma família em Brasília, onde várias pessoas entre pais, filhos, tios e sobrinhos têm essa anomalia, e nem por isso são menos hábeis com as mãos, a não ser para calçar luvas. Inclusive, um deles é um exímio tocador de cavaquinho. Dizem até que, não apesar dos seis dedos, e sim por causa deles.
Essa mutação genética, juntamente com outra chamada sindatilia, a qual consiste em ter dedos colados, geralmente dois a dois, não é uma mutação benéfica, tampouco prejudicial, trata-se de mutação inócua, ou seja, o portador não estará nem mais menos apto para a sobrevivência. Aliás, lembro que meu amigo Sabugo também tinha os dedos dos pés colados, dois a dois, o carinha era fera nesse negócio de mutação.
Abaixo, algumas fotos, não alteradas por photoshop, que chupei da internet, as quais ilustram vários casos de hexadatilia.
Radiografia mostrando a estrutura de mão hexadátila.
Inglês com hexadatilia em ambas as mãos.
Por mais anônimos e discretos que os portadores de seis dedos sejam, a expectativa neste ano de Copa do Mundo de Futebol é de brilho fora do comum. Como o nosso futebol tem cinco títulos mundiais e é um dos favoritos para ganhar novamente, o título hexacampeão poderá ser explicitado em uma só mão dos hexadátilos, e isso os fará estrelas nas possíveis propagandas vindouras. JAIR, Floripa, 02/05/10.



