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segunda-feira, 26 de março de 2012

Sandices planetais



Obviamente o chamado sistema solar, composto pela estrela de quinta grandeza, Sol, circundado por bolotas denominadas Planetas, é conhecido e incontestado até por pessoas comuns, de modo geral não há nada de excepcional nele que possa gerar polêmica. Contudo, poucos de nós temos uma noção mais acurada de seu funcionamento. Um ponto de partida conveniente para estudar outros corpos celestes, principalmente planetas, é nosso planetinha azul, por razões óbvias. Enquanto não houver viagens interplanetárias, os astrônomos não têm como recolher amostras da superfície ou da atmosfera de outros corpos celestes, ou registrar as vibrações que se processam no interior de suas massas. Podem apenas, certamente frustrados, olhar sem tocar, ficam dependentes de dados conduzidos através do espaço por ondas de luz ou de rádio – informações o mais das vezes vagas e enganosas. E devem, acima de tudo, admitir que os planetas estudados são iguais ou muito parecidos com o nosso. Por exemplo, todos os corpos celestes se atraem mutuamente pela gravidade, então por que uns não “caem” sobre os outros? Por que a Lua não cai sobre a Terra? Ou: Por que todos os planetas são aparentemente esféricos, ou quase isso? Por que não existem planetas quadrados?
A rigor, a resposta porque os corpos celestes não caem uns sobre os outros e porque são redondos é a mesma: por causa da gravidade. Então vamos aos fatos. Newton não descobriu a gravidade observando a queda de uma maçã nem sendo atingido por ela conforme reza a lenda popular. As observações relativas à gravidade e à queda dos corpos haviam sido amplamente estudadas, mas se aplicavam somente à superfície da Terra, pois não havia como extrapolá-las para o desconhecido espaço cósmico. Não se fazia ideia da gravitação como força universal, afetando todos os objetos, inclusive corpos celestes. Parecia óbvio que a gravidade não podia ser aplicada a corpos que flutuavam no éter, porque eles não caíam sobre a Terra. Newton usou sua genialidade para incluir a Lua nas suas leis da gravitação e dizer por que ela não caía.
Observou por experiência que um objeto atirado horizontalmente segue trajetória tanto menos curva quanto maior for sua velocidade. Essa experiência é fácil de reproduzir, basta observarmos que um tiro dado na horizontal tem maior alcance se tiver maior velocidade. O tempo que bala leva para cair no chão é o mesmo que se nós a soltarmos livremente da mesma altura. No programa “MythBusters”, Caçadores de Mitos em português, os cientistas apresentadores provaram de forma cabal que isso é verdade. A gravidade atua com a mesma força (9,81m/s²) tanto no projétil disparado pela arma, quando no largado livremente, de modo que ambos caem no mesmo tempo. Pois bem, o jovem Isaac raciocinou que a elevada velocidade da Lua, algo em torno de 3700 quilômetros por hora, fosse suficiente para fazê-la seguir sua conhecida trajetória, a despeito da tendência a cair, como se comportam todos os objetos. E levando um pouco mais adiante seu raciocínio, baseando-se nas propriedades matemáticas das elipses de Kepler, admitiu que, quando aumenta a distância da Terra, a força da gravidade diminui proporcional ao quadrado da distância. Foi uma sacada genial!
O carinha (Newton) não foi exatamente feliz ao aplicar tal ideia à Lua, mas, quando conseguiu melhorar a estimativa do tamanho da Terra, sua matemática provou que ele estava certo. Na verdade a Lua se movia com a exata velocidade para que a gravidade da Terra, atenuada pela distância, a mantivesse em órbita, sem fazê-la cair na superfície e tampouco perder-se no infinito do cosmo. Essa sacada de Newton foi um dos maiores feitos na história do pensamento humano. Fizera uso da conhecida força que faz as coisas caírem sobre a Terra, para explicar porque a Lua não caía. Não é à toa que seu trabalho lhe valeu o grau de “Sir” concedido pela rainha da Inglaterra.
Já sobre a forma arredondada ou redonda da Terra, e, em consequência de todos os outros astros também, assim me expressei em outra ocasião: “A forma arredondada do planeta se deve à gravidade, essa força atua sobre toda a superfície igualmente de forma que a esfera é a forma geométrica que melhor distribui a massa que está sob o efeito da gravidade. E o achatamento se deve a gravidade do sol e da lua que “puxam” a massa terrestre nos trópicos e pela força centrífuga gerada pela rotação, que tenta expelir a massa na região do equador onde o momento angular é maior”.
Mas Sir Newton havia tirado o gênio da garrafa, a estrutura do sistema solar começou a adquirir a forma como a conhecemos, livre daquela baboseira de esferas concêntricas, órbitas do Sol em torno da Terra e quetais. Todos os integrantes do sistema se moviam conforme leis universais da gravitação, cuja ação pode ser reproduzida numa só frase: “Os corpos se atraem com uma força que varia diretamente com produto de suas massas e inversamente com o quadrado da distância entre eles”. Agora, por que a lei de Newton funciona, não se sabe. O que se pode afirmar com segurança é que o Universo é feito de tal forma que a lei de Newton fornece um resumo excelente dos movimentos observados.
Portanto, o sistema solar e todo o universo conhecido estão em movimento constante regulado pela lei da gravitação universal, então não há porque perguntarmos por que a Lua não cai, ou porque os planetas não são quadrados, são esferas. Esferas perfeitas não, o nome correto é esferóide oblato que, em linguagem de gente, quer dizer uma esfera ligeiramente achatada.
Assim, neste cantinho da Via Láctea, neste sistema que deve ser replicação de milhares de outros existentes no Universo, os planetas quase esféricos giram em tono de um a estrela sempre do mesmo jeitão, por cauda da lei enunciada por Newton, nada muito estranho ou minimamente polêmico. E planetas outros que existirem em outros sistemas, em outras galáxias, certamente estarão obedecendo as mesmas regras dos nossos, isso podem ter certeza, não pode existir regras diferentes para o mesmo fenômeno. JAIR, Floripa, 06/03/12.

sábado, 10 de março de 2012

Sandices lunares



Apesar de o homem ter chegado à lua seis vezes, quase nada sabe sobre ela, na verdade esse satélite é tão pouco conhecido como o fundo dos oceanos, por exemplo.
A terra é planeta pequeno, mas seu satélite de considerável tamanho lhe confere uma situação diferente dos demais planetas do sistema solar e até de planetas outros descobertos em estrelas distantes. Enquanto todos os demais planetas são enormes em relação a seus satélites, ou nem sequer os possuem, a terra e a lua são de tamanhos tão próximos que podem ser vistos como um planeta duplo. Em que pese um deles ser totalmente diferente do outro. Se pudéssemos observar a terra e a lua de um lugar distante como de marte, por exemplo, veríamos algo fascinante: um planeta pequeno acompanhado de outro maior, ambos coreografando uma dança um pouco estranha onde ora um deles está na frente, ora está atrás.
Não só para poetas e namorados, mas também para astrólogos a lua é um dos objetos mais atraentes do firmamento. O homem a tem estudado há séculos com telescópios, pousou na sua superfície e trouxe amostras solo e, mais recentemente, mede seus movimentos e distâncias através de espelhos lá deixados pelos astronautas, os quais refletem um feixe de laser lançado por observatórios dos EUA. Os primeiros homens que lá deixaram seus rastros viram-se num ambiente estranho e extremamente hostil. Um céu sempre negro. Lembremos que o azul do céu terrestre é uma consequência da atmosfera, mas a lua não tem esse luxo. A terra é sempre visível da lua e apresenta fases exatamente como esse satélite apresenta-se para nós. Mas a terra tem um diâmetro aparente quatro vezes maior, mas devido seu albedo ser muito maior que o da lua, reflete oitenta vezes mais, coisa de louco. Dá para ler jornal na noite selenita iluminada pela luz terral.
Não há clima, tal como o conhecemos na terra, na lua. Os diversos climas da terra dependem das mudanças de temperatura, dos movimentos dos oceanos e da atmosfera. A superfície da lua é seca e sem ar, mas as temperaturas na superfície têm variações brutais, para não dizer mortais. As áreas iluminadas pelo sol atingem temperaturas de mais de cem graus, e a longa noite lunar pode sofrer temperaturas de até – 185ºC. É por isso que as roupas dos astronautas são tão complexas. Seus macacões, além de serem uma couraça flexível que impede descompressão explosiva em caso de ser atingido por micrometeoritos, têm um isolamento térmico muitíssimo eficiente para suportar as tremendas variações de temperatura. Um macacão de astronauta não custa menos que dez milhões de dólares!
Assim como a noite lunar, as sombras são muito bem definidas e até perigosas. A menos que outra superfície iluminada reflita sobre elas, são completamente negras e os objetos abrigados nela tornam-se invisíveis. Se o astronauta mergulhar na sombra poderá tropeçar ou cair num buraco; se enfiar a mão na sombra sua mão desaparecerá completamente. Qualquer coisa deixada na sombra poderá congelar-se, pois as sombras são quase tão frias como a noite selenita.
O pouso das naves lunares se fez em áreas de nível baixo e relativamente plano, os responsáveis pelos lançamentos não podiam arriscar vidas e equipamentos caríssimos em pousos temerários. O terreno pouco acidentado mostrou uma paisagem extremamente monótona. O horizonte ficava muito próximo, então se tornou impossível ver as montanhas lunares. Devido ao seu tamanho, a curvatura da superfície da lua é tão acentuada que para um homem de estatura média o horizonte não vai além de três ou quatro quilômetros. Pela primeira vez os homens “sentiram” a redondês de um astro.
Sem atmosfera reconhecível para protegê-la, a lua fica exposta à violência alienígena. A radiação solar incide sobre ela com força impetuosa. Além disso, o satélite também é castigado pelo chamado “vento solar”, partículas carregadas eletricamente que nos dão as magníficas auroras boreais e austrais. Também micrometeoritos e partículas de poeira cósmica, conhecida como star dust atingem a lua sem piedade. Todos esses atacantes agridem a lua há bilhões de anos, ao passo que o planetinha azul é tão protegido por sua atmosfera e campo magnético que até poucos anos atrás não se suspeitava que esses fenômenos existissem.
Como ninguém pode perder todas, a lua é imune a outra espécie de fenômeno, a erosão. Sua superfície sem água e sem ar não está sujeita ao desgaste pelos movimentos das águas e pelo vento. Na terra vento, gelo e água elevaram as montanhas e escavaram os vales, além de, continuamente, mudarem a paisagem em todos os lugares. Pelo que se sabe a lua também não possui movimentos sísmicos, movimentos que enrugam a superfície do nosso planeta.
Em virtude dessa perenidade de suas paisagens, a lua possui gigantescas, e crateras de dimensões diversas, até do tamanho de um pires, que pontilham sua superfície por bilhões de anos. Os primeiros estudiosos da selenografia acreditavam que as crateras tinham origem vulcânica, mas essa suspeita se provou infundada, as marcas foram deixadas por colisões de objetos celestes. Desde pedrinhas minúsculas até meteoritos e cometas portentosos, todos deixaram sua marca na face da lua, e as marcas foram se acumulando por falta de erosão. “Cara de lua” tornou-se um apodo pejorativo para quem tem marcas no rosto deixadas pela acne.
Contudo, desde muito tempo se pensou que a lua era um corpo morto, mas em 1958 o astrônomo russo Kozyrev, xeretando a lua, tirava fotos da cratera Alphonsus, local que astrônomos americanos haviam assinalado como possível fonte de gases. Então, a três de novembro, notou que o pico estava avermelhado, quando antes era de cor neutra, indistinguível do resto da paisagem. A origem de tal coloração anômala ainda é desconhecida, mas conjetura-se a existência de uma pequena erupção vulcânica que, se confirmada, autenticaria a hipótese daqueles que acreditam que nosso satélite não está totalmente morto. Que dizer então de novas conjeturas que admitem existência de vida microbiana nas entranhas de planetas do sistema solar e até da lua? Depois que se descobriu vida nas fontes vulcânicas oceânicas existe gente querendo enxergá-la em todos os lugares, inclusive nos menos plausíveis. Não adiro e não enxoto para longe tais hipóteses, fico em cima do muro. JAIR, Floripa, 07/03/12
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segunda-feira, 20 de julho de 2009

A LUA E A BURRICE


Quando se comemora quarenta anos da chegada do homem à Lua, ainda existe muita estultice circulando pela internet onde até se propaga que a viagem ao nosso satélite nunca existiu, e que os americanos movidos pela vontade vencer os russos na corrida espacial, teriam simulado tudo e construído em estúdios cinematográficos as imagens que vimos na ocasião. Sinceramente, para quem viveu naqueles dias, naquelas décadas de sessenta e setenta, não pode haver maior idiotice que essa de duvidar de uma coisa que acompanhamos passo a passo desde as primeiras experiências com foguetes baseadas na tecnologia desenvolvida por Von Braun, até quando o poderoso Saturno V elevou ao espaço a tripulação de três astronautas que lograram alcançar a Lua onde dois deles desembarcaram. Sobre um saite chamado “A farsa do século”, escrevi o seguinte: Churchill, com muita propriedade, dizia: “É possível enganar muitos durante algum tempo, enganar poucos durante muito tempo, mas é impossível enganar muitos durante muito tempo”. Será possível que a NASA, por mais de cinqüenta anos, tenha conseguido enganar bilhões de pessoas em todo o mundo? Os russos que eram adversários dos americanos na corrida espacial; a imprensa mundial que sempre cobre com competência tudo que acontece; os cientistas de todos os países contrários e até os favoráveis a exploração do espaço, que acompanhavam o desenvolvimento das novas tecnologias alcançadas graças à corrida espacial; nós, pessoas comuns, que usufruíamos materiais e produtos surgidos a partir das pesquisas voltadas para o projeto da NASA; os próprios congressistas adversários do presidente que solicitava verbas para a corrida; os técnicos, engenheiros, físicos, químicos, militares, prestadores de serviços, industriais, empresários e outros tantos que, de diversas partes do mundo colaboravam para o projeto? Por que será que das mais de quarenta mil pessoas que trabalhavam na base de lançamento no cabo Canaveral (depois cabo Kennedy) e no centro de controle de Houston, ninguém que tenha sido demitido fez qualquer denúncia sobre essa farsa? Por que será que os astronautas, pessoas normais, sérias, se deram ao trabalho de passar anos em centros de treinamento para depois fingir que foram a um lugar que nunca foram realmente? A quem serviria esse engodo? Por que gastou-se tanto dinheiro fingindo fazer uma viagem, quando FAZER essa viagem custaria a mesma coisa? Os russos são tão tapados que estavam disputando de verdade com um competidor de mentirinha? Quando do lançamento do Saturno V fotógrafos, cinegrafistas, outros jornalistas, e gente comum de todo o mundo se amontoavam para ver e registrar a entrada dos astronautas na cápsula, a contagem regressiva e a decolagem. É de se perguntar, era tudo uma encenação e, antes do lançamento, os astronautas saíam de fininho por uma porta dos fundos sem que ninguém notasse? Ou o lançamento era real e os astronautas ficavam orbitando numa região “secreta” do espaço enquanto multidões acompanhavam pela TV uma gravação prévia mostrando cenas cinematográficas deles na Lua? Se era tudo mentira, qual era o nível da farsa? Só presidente e alguns membros da alta cúpula política sabiam de tudo? Como ficavam os operadores de radares e outros equipamentos destinados a monitorar os artefatos espaciais? Eles sabiam também? Ou eram enganados por artifício fantástico destinado a simular ecos nos radares? Sofreram lavagem cerebral como os astronautas? Os que sofreram lavagem cerebral podem permanecer cinqüenta anos sustentando essa colossal mentira? As famílias dos “lavados” nunca perceberam nada? E os operadores de radares da Rússia também eram um bando de imbecis que nunca notou nada de anormal? Existiam milhares de operadores, técnicos, engenheiros, cientistas, faxineiros e auxiliares nas dependências da NASA e do centro de controle em Houston, todos eram coniventes ou eram inocentes úteis? Se eram cúmplices, como se pode manter o segredo por tanto tempo? Se eram inocentes, como se poderia aliená-los da simulação? Paralelamente as viagens à Lua existia um programa espacial de lançamento de satélites, vôos suborbitais e orbitais, era tudo mentira também? Se era tudo um conluio, como se explica os avanços nessas áreas? Se não era, como se separava, para os que trabalhavam nos projetas, o joio do trigo? Nas especificações dos equipamentos, peças, roupas espaciais e artefatos que eram encomendados às indústrias levava-se em conta que não necessitavam ser, realmente, apropriados para o fim que se destinavam, já que era tudo de mentirinha mesmo, e podiam-se ser feitos de “qualquer jeito”, ou eram perfeitos e gastava-se um dinheiro que poderia ser empregado em outras áreas, como por exemplo, cenas de ficção científica onde se simulava, como num filme, desembarques na Lua? Se eram adequados, por que não empregrá-los indo à Lua mesmo? Se não eram, como se obtinha a conivência da indústria? Dos cientistas convocados para fazer os complexos cálculos de órbitas, distâncias, tempos e rotas todos eram mancomunados ou nada sabiam do embuste? Se eram coniventes, como vivem eles hoje com suas consciências? Se eram inocentes úteis, como estão agora que “sabem” que tudo era uma farsa? Pois é, já definiram a internet como o espaço mais democrático que existe, não duvido, mas concluo que é onde as maiores idiotices e bobagens se propagam como fogo em mato seco; é onde os apedeutas se sentem a vontade para fluir suas burrices que em outro lugar não teriam vez. JAIR, Floripa, 20/07/09.