segunda-feira, 6 de junho de 2016
Réquiem para um polímata
domingo, 8 de agosto de 2010
Ser Pai
Ainda que não tenha, por nove meses, gestado o filho na barriga; ainda que não tenha passado pela, às vezes dolorosa, experiência do parto; ainda que não tenha, durante noites mal dormidas, amamentado o rebento cuja co-autoria é sua; ou ainda até que, biológicamente, não tenha contribuído com a formação daquele indivíduo, ser PAI, igualmente como aquela que por tudo isso passou, é ser tão responsável pelo filho que veio ao mundo, como a mãe mais dedicada e amorosa.
Mais do que provedor, o PAI é o esteio da família, é o pilar mestre que sustenta a estrutura familiar e lhe dá suporte; é a referência na qual os filhos se espelham para nortear suas decisões; é o farol que ilumina o caminho que os filhos deverão seguir a seu talante; é o exemplo primeiro que os filhos enxergam para se tornarem pessoas de bem.
Um PAI responsável deve velejar à frente dos filhos mostrando-lhes como fazer e onde ir, depois disso sua missão estará cumprida e os filhos navegarão por seus próprios meios e escolherão seus destinos, cabendo ao PAI apenas acompanhar o progresso dos rebentos e torcer para que eles sejam felizes nas suas escolhas.
Um PAI responsável dá liberdade para que seus filhos vivam a vida que escolheram, mas, sobretudo, permite que seus filhos sejam eles mesmos.
O dia dos PAIS é quando nós, PAIS e filhos, devemos trazer à memória que os PAIS de hoje foram os filhos de ontem e que os atuais filhos, poderão ser os PAIS de amanhã.
Homenagem a todos os PAIS, e que os filhos lhes sejam tão bons quanto estes desejam que seus futuros filhos se tornem.
JAIR, Floripa, 08/08/10.
quarta-feira, 28 de abril de 2010
DIA DO LIVRO
O livro é facilmente armazenado. Podemos lê-lo em nosso próprio ritmo sem perturbar os outros. Podemos retornar às partes difíceis ou degustarmos novamente partes que nos trouxeram um deleite especial. Ele é produzido em massa, a custo relativamente baixo. Além disso, a leitura por si mesma constitui uma atividade deslumbrante, imaginemos: olhamos para uma folha de papel feita a partir de uma árvore, e a voz do autor começa a falar dentro de nossa cabeça (Alô, você sabia que...). É assombroso! Não dá para descrever o maravilhoso mundo que se descortina depois que abrimos um livro especialmente agradável. Não conheço nada mais prazeroso. (vão dizer que sexo é melhor, e eu concordo, mas, sexo e leitura não são excludentes, pelo contrário, quem mais lê, mais prazer encontra no sexo. Afinal, o cérebro é o centro do prazer, não é mesmo?).
Não devemos esquecer, ainda, que a melhora no conhecimento humano e no potencial de sobrevivência da civilização, só aconteceu após a invenção da escrita e popularização dos livros. O mundo sem escrita era um mundo imerso no obscurantismo que degrada e oprime. Houve também o progresso na autoconfiança: passou a ser possível apreender pelo menos os rudimentos de uma arte ou uma ciência através de livros, e não mais depender do acidente feliz que consistia encontrar um mestre diletante disposto a passar seu conhecimento adiante.
Em última análise, a invenção da escrita deve ser exaltada não apenas como uma inovação brilhante, mas como um notável benefício para a humanidade. A civilização ao livro deve ABSOLUTAMENTE TUDO! E, supondo que venhamos sobreviver o bastante para usar todas as invenções possíveis e imagináveis conseguidas graças ao livro, ainda assim, desfrutando todo o conforto e o prazer que meios eletrônicos nos tragam, o LIVRO continuará sendo nosso companheiro inseparável.
Quero pedir desculpas a todos bibliófilos, bibliotecários, biblióforos, bibliognostas, bibliólatras, bibliólogos, bibliômanos, bibliopegistos, bibliátricos e até aos bibliopiratas do Planeta, por ter me esquecido de homenagear o livro no seu dia, ainda assim, a todos eles e a todos os livros, meus parabéns extemporâneos. JAIR, Floripa, 28/04/10.
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
HOMENAGEM


Sobre o pouso aquático de emergência do A-320 da US Airwais no rio Hudson em Nova Iorque, tenho uma declaração a fazer. Praticamente todos os aviadores, de formação militar ou não, com os quais convivi e trabalhei nos meus anos de aviação civil são capazes de, e normalmente fariam, um pouso bem sucedido nas mesmas condições. Não quero minimizar o feito do piloto Chelsey B. Sullenberger, considerado herói pelos americanos, quero apenas homenagear os pilotos brasileiros que conheço, pelo profissionalismo e experiência aliados ao grande amor e dedicação ao que fazem. Vinte de janeiro, aniversário da criação do Ministério de Aeronáutica é uma data bem adequada e oportuna para lembrarmo-nos destes nossos anônimos heróis tupiniquins. JAIR. Floripa, 19 de janeiro de 2009. 
