Ao organizar-se em
sociedades o Homo sapiens foi
compelido a criar regras mínimas que permitissem uma convivência sem muito
atrito entre seus membros. Claro, essas regras incluem punir aqueles que violarem
as próprias regras. Ou seja, leis são instrumentos que sociedade usa para
manter os homens ancorados no patamar que se convencionou ser “bom para todos”, quem
viola as leis paga o preço, ou deve pagar o preço.
Pois bem, há leis
lenientes oriundas de sociedades ditas civilizadas e outras nem tão frouxas
aplicadas em sociedades mais “primitivas”. Na China, casos de corrupção
normalmente são punidas com a morte do culpado e a bala usada na execução deve
ser paga pela família. Em outras sociedades como a do Brasil, por exemplo,
pune-se apenas gente pobre, aos ricos falcuta-lhes não sentar no banco dos
réus, e quando sentam por algum descuido, suas sentenças são anormalmente
brandas e cumpridas em liberdade, nada a estranhar numa sociedade onde “todos
são iguais perante a lei”, mas alguns são mais iguais que outros. Ainda mais,
quando o culpado for apenado com mais de trinta anos não deve se preocupar, pois
pelo Código de Execuções Penais, não se pode permanecer mais de trinta anos atrás das grades.
Assim, cabo Bruno, ex policial condenado a 117 anos pela acusação de
assassinato de mais de cinquenta pessoas, saiu da cadeia por “bom comportamento”
depois de cumprir apenas 27 anos.
Bem, não há muito o
que falar de um país em andam soltos pelas ruas: Paulo Maluf, Jader Barbalho,
Luiz Estevão, Jorgina de Freitas e outros cidadãos exemplares por aí. Mas o que
falar de um país europeu, Noruega, supostamente com arcabouço jurídico, leis e
costumes de primeiro mundo? Supostamente, por se tratar de uma democracia, uma
sociedade que valoriza a vida? Pois é, Anders Behring Breivik, assassino
confesso de 77 inocentes foi condenado a 21 anos de prisão. Vinte e um anos!!!
Isso dá menos de cem dias por vida tirada! É incrível, mas no ano de 2033
Anders poderá estar livre com toda sua empáfia e convencimento, pronto para por
em prática aquilo que chamou de justiçamento e mortes perfeitamente justificáveis.
Parabéns ao aparelho judiciário da Noruega, pelo visto a justiça de lá não
deixa nada a desejar a esta do Patropi. JAIR, Floripa, 24/08/12.
