sexta-feira, 2 de abril de 2010

NUMISMÁTICA - 5


NOTAS PEQUENAS, GRANDES E ANTIGAS

É mais comum do que se imagina o tamanho das células acompanhar o valor nominal delas, isto é, quanto maior o valor facial maiores dimensões tem o dinheiro. O Brasil já usou esse sistema em várias ocasiões com algum sucesso, aliás, segundo notícias recentes está para ser mudada a cara de nosso Real e será implantada, novamente, a diferenciação por tamanho. Abaixo algumas notas de meu acervo, as quais selecionei pelo tamanho ou pela antiguidade.



NOTAS DE PEQUENAS DIMENSÕES


Cédulas de Anna de 5,5 X 4,2 Cm, décima sexta parte da Rúpia, emitida em 1934. Trata-se de moeda divisionária segundo o costume inglês de dividir seus valores por múltiplos de quatro. Papel e impressão ruins com se pode esperar de notas de tão baixo valor. Há indícios que foram emitidas em papel por falta de metal na época.



Esta é a menor nota de meu acervo, selo postal russo de valor um kopek, centésima parte do Rublo, transformado em cédula através de carimbo na frente e no verso, em 1918. Dimensões 3,0 X 2,3 cm, consta que a inscrição no verso dá garantias ao portador sobre sua validade, algo assim: Se pagará ao portador desta a quantia de um Kopek de acordo com a lei. Não era raro o uso de selos postais como dinheiro em vários países em várias épocas.







Belíssima nota de 1919, impressa em cores no verso. Medindo 4,7 X 3,7, é a menor cédula de Rublo já registrada. Nessa época as cédulas russas cresciam proporcionalmente a seus valores faciais, de modo que mil Rublos, por exemplo, era algo com dimensões bem alentadas.










Esta cédula de um Pfennig, centésimo de Mark, moeda oficial da Alemanha, é de
1918 e mede 3,8 X 3,0 cm. É impressa em papel espesso parecendo cartolina. Uma das menores notas de minha coleção







CÉDULAS GRANDES






Olha aí essa grandona, bela cédula de Libra emitida pelo Banco Real da Escócia em 1914. É uma nota "one face" impressa em papel de palha de arroz de ótima qualidade. Mede 16,2 X 12,2 Cm. Para se ter uma idéia desse tamanho é só lembrar que as notas de Real nossas medem 14,0 X 6,5 Cm.

CÉDULAS ANTIGAS

Cédula de 1865, Peso paraguaio, hoje o dinheiro lá é Guarani. Esta nota de bordas irregulares, assim é porque elas vinham impressas em folhas que continham mais de uma nota e eram cortadas que sem critério pelo banco que as passava para aos clientes. Impressa em apenas um lado do papel, faz parte de uma longa emissão que contemplou o gado vacum como figura de face.


Vinte Mil réis supostamente de 1833 tipo "one face" como a maioria das cédulas daquele tempo. Impressão monocromática, papel de qualidade inferior e bordas irregulares, mas desenho ilustrativo e bordas bem elaborados.




Esta é a cédula mais antiga de minha coleção. Trata-se de uma Libra "one face", de impressão simples e papel bem ordinário, emitida em abril de 1789, ano da revolução francesa. Diferente do dinheiro ao portador, o qual é a norma que conhecemos e usamos, este é um certificado de depósito bancário emitido no nome de Jonathan Olmsted, e deve ser honrado por quem o emitiu, o estado de Connecticut, USA. O que significa isso na prática? Significa que se o senhor Jonathan quiser usá-la na compra de um bem ou serviço, poderá fazê-lo tranquilamente, quem a receber terá garantia do governo, geralmente através de um banco, que existe uma quantia depositada correspondente em metal precioso, a qual poderá ser resgatada no valor facial da "nota de dinheiro", desde que assinada no verso pelo detentor original. Aliás, no verso desta, existe assinatura do senhor Jonathan e mais outra que pode ter sido de algum avalista ou coisa parecida. Curiosidades desta cédula: ela é pré impressa e com lacunas a serem preenchidas pelo emitente com os dados de quem a receberá, e o furo existente significa que ela foi resgatada e não mais tem valor, está anulada para fins fiduciários. JAIR, Floripa, 02/04/10.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

A SAGA DA FIDELIDADE




Publiquei um texto “A fidelidade” do qual extraí este trecho: Sobre as ‘grandes palavras’ do vernáculo como: amor, ódio, esperança, virtude, honestidade, patriotismo etc, sempre podemos encontrar exemplos edificantes na história da humanidade, mas, para fidelidade nada, ninguém, nenhuma coisa, nenhum bicho, nenhum homem encarna tão perfeitamente e com tanta justiça o significado dela como o Cão”.

É sobre essa virtude canina elevada ao mais alto grau que trata este texto, baseado em notícias de jornais do Oregon da época. Em agosto de 1923, o collie Bobbie perdeu-se de seus donos enquanto estes viajavam por Indiana, EUA. O cão e a família Smith viviam no Oregon, estado situado a distância de 3700 quilômetros. Em fevereiro de 1924, ou seja, quase cinco meses depois, Bobbie pulou na cama onde seu dono dormia e lambeu-lhe alegremente o rosto. Ele estava esquelético, com as patas tão machucadas que era possível ver os ossos através das almofadas, mas sobrevivera. A Sociedade Humanitária do Oregon acabou rastreando, através de testemunhas, a rota percorrida pelo bicho, e descobriu que ele havia viajado quase cinco mil quilômetros para chegar em casa. O cachorro havia cruzado as Montanhas Rochosas, atravessado o rio Missouri e até mesmo dividido um cozido com legumes com um bando de mendigos, na sua saga. Deduziu-se que Bobbie caçava e comia coelhos, - hábito que ele adquiriu quando vivia com seus donos - e conseguiu evitar a morte certa por ter fugido da carrocinha em pelo menos duas cidades. O mais espantoso, é que no decorrer de sua jornada, não seguiu exatamente a rota que seus donos haviam feito, mas, ao invés disso, atravessou territórios que nunca vira antes, e dos quais não possuía conhecimento algum. Acabou sendo homenageado com uma coleira de ouro simbólica pela sua façanha, e nunca mais se separou de sua família.

Histórias como esta existem às centenas, quase sempre não comprovadas mas, de qualquer forma, interessantes e com certo mistério a ser resolvido. Como os animais conseguem orientar-se nesses deslocamentos? Há quem acredite que animais, mais que humanos até, possuem uma percepção extra-sensorial. Os mais céticos, como eu, admitem que os animais, sejam domésticos ou não, têm uma capacidade de orientação geral, uma espécie tosca de GPS orgânico que se guia pelo sol ou pelas linhas magnéticas da Terra, do tipo: “desloquei-me para direita donde me encontrava, logo, para voltar, tenho que andar para a esquerda”. Feito isso, o bicho vai, grosso modo, no sentido que deve e, por tentativa e erro, acaba chegando em região conhecida, que, geralmente é onde os cheiros lhes são familiares, daí é só “fazer sintonia fina” e achar o local onde mora. E o que o move, o que determina sua vontade de chegar é a fidelidade que dedica a seu dono.

Para ilustrar, uma experiência própria: Quando eu tinha uns doze anos, lá na minha Palmeira natal, recebi a incumbência de abandonar um gato de minha mãe que supostamente estava comendo pintinhos de uma vizinha. Essa história de comer pintinhos não estava bem contada porque o gato gostava mesmo de camundongos, e degustava também lagartixas e até cobras de pequeno porte que encontrava pelas redondezas. Não obstante, lá fui eu, com uma caixa de papelão na garupa da bicicleta onde havia colocado o assustado bichano. Pedalei até onde estava sendo construída uma estrada nos arredores da cidade e, considerando que estava “longe” de casa, soltei o animalzinho. Ele escafedeu-se, ganhou umas moitas de guanxuma ali perto e sumiu, não mais o vi. De volta para casa, pedalando calmamente, fui informar que havia cumprido a missão. Ao chegar, para espanto de todos, lá estava o gato alegre e cheio de saúde lambendo-se todo, sem aparentar qualquer trauma ou desconforto. Pela esperteza, o bicho deixou de ser punido novamente e, para felicidade de todos, não mais almoçou os pintinhos. Provavelmente o meu “longe” era apenas o quintal da casa do felino, daí ele ter voltado com tanta facilidade. Neste caso, a fidelidade do animal seria apenas ao lugar no qual encontrava abrigo e alimento e não a seus donos. JAIR, Floripa, 28/03/10.

sábado, 27 de março de 2010

NUMISMÁTICA - 4


A MONARCA E O DINHEIRO

Após a morte de seu pai, rei Jorge VI, em 1952, Elizabeth Alexandra Mary de Windsor, coroada Rainha Elizabeth II, obteve os títulos de chefe de Estado do Reino Unido, da Comunidade Britânica, governante suprema da Igreja da Inglaterra e comandante-chefe das Forças Armadas do Reino Unido. Sendo que a Comunidade Britânica (The Commonwealth) agora apenas um resquício do "Império onde o sol nunca se põe", congrega colônias e ex-colônias do antigo Império. Desde países longínquos e de grande extensão como Índia e Austrália, até pequenas ilhas como Hébridas, Isle of Man e Trinidad Tobago, passando pelas Falklands e países tropicais como a Guiana, até Canadá, Nova Zelândia, Gibraltar e Malta.

A política inglesa de conceder grande autonomia a suas colônias, resultou que ao se tornarem independentes, esses países continuaram atrelados à Coroa Britânica por laços comerciais, políticos, linguísticos e culturais. Entre tantas coisas que a Commnwealth têm em comum, uma delas é cultuar a Rainha como se fosse a soberana de todos. O aniversário de Sua Majestade é comemorado em toda a Comunidade e, em alguns lugares, como na Austrália por exemplo, esse dia é feriado. Em troca dessa lealdade, a Rainha se obriga a visitar seus súditos pelo menos uma vez por ano, o que o faz com regularidade britânica.

Seja por comodidade ou tradição, a maioria dos países da Comunidade usa Libra como padrão monetário, sendo que alguns outros usam Dólar, mas todos tem uma coisa em comum, colocam a efígie da Soberana em suas cédulas. Como já publiquei em texto anterior, coleciono cédulas de valor facial UM, e tenho um número bem alentado de peças. Extrai um excerto de minha coleção só de notas com a efígie da Rainha, algumas das quais mostro abaixo com observações acerca da aparência da Monarca.



Embora essa Libra das Falklands tenha sido emitida em 1967, a efígie da Monarca é baseada numa fotografia do ano de sua posse, 1952. Como ela era muito jovem, nasceu 1926, não havia necessidade de "retoques" especiais, a beleza da jovem Rainha adornava a cédula de qualquer maneira.



Dólar canadense de 1954 com inscrições bilingues, o qual foi retocado porque impressão anterior do mesmo dinheiro saiu com a estranhíssima imagem de um demônio nas ondulações dos cabelos da Monarca, cédula que ficou conhecida por Devil's face e se tornou objeto de desejo de colecionadores. O fato de aparecer "fantasmas" em material numismático é estranho mas não inusitado, já ocorreu com medalha de dólar americano com efígie de John F. Kennedy, onde se via uma foice e um martelo; No nosso País, um erro em moeda onde se lia BBASIL, ao invés de BRASIL, tornou a moeda cobiçada e rara; em cédulas de dez, cinquenta e cem cruzeiros apareceu a palavra MINSTRO onde devia estar grafado MINISTRO. Claro está, que existem erros e "erros", no caso do Brasil o erro é evidente, mas no Canadá e nos EUA, parece que o "erro" teve propósitos políticos escusos.


Neste Dolar de Fiji, a Rainha sem a coroa como nas anteriores, já está retratada com mais idade, corria o ano de 1980 e os emissores da cédula "atualizaram" o aspecto da Monarca.



O desenhista que criou esta efígie valeu-se de uma foto não muito recente da Regente e "forçou" uma semelhança com Grace Kelly, Princesa do Mônaco. Digamos que o artista usou de uma licença poética para executar sua obra e obteve um bom resultado. Elizabeth deve ter ficado lisonjeada.


Já neste Dolar australiano não houve contemplação, nota emitida entre 1974-83 na qual o rosto da soberana não está trabalhado. Pelo contrário, os traços crus e fortes, compatíveis com o fundo, tema aborígene, mostram uma idade mais compatível com a realidade dos anos e uma certa sisudez que lhe confere um ar meditativo e atento.


Libra de Jersey uma das "Channel Islands", referindo-se a Jersey e Guernsey que se situam no Canal da Mancha. Cédula emitida em 1993 quando a Monarca tinha 67 anos. Parece que o artista reproduziu uma imagem "em tempo real", para usar uma expressão tão em voga, mas escureceu os cabelos já encanecidos de Elizabeth. O rosto está vincado e o olhar denota cansaço, não há qualquer outra cédula com a rainha com essa aparência.




Libra australiana do tempo que o país ainda era Commonwealyh of Australia. Emissão de 1960 com efígie baseada em foto de 1954. Desenho de perfil como se fosse de moeda, muito bonito por sinal.


Belíssima "One Pound" das Bahamas emitida em 1953, com a Soberana ostentando coroa e colar de diamantes. Desenho baseado em foto da mesma época, por isso não foi necessário remoçar a efígie.


Cédula das Bahamas, Dolar emitido em 1965, com efígie da governante bem jovem. Com a mesma coroa, com os mesmos brincos e o mesmo colar de diamantes e baseada em fotos dos anos cinquenta.




Libra jamaicana de 1960 com a Soberana numa pose bem de acordo com a década do amor livre e "abaixo o pudor", ombros nus, coroa leve, sem adornos e pose quase sensual. O desenhista caprichou e o resultado foi uma cédula bonita, mesmo porque o fundo rosado dá uma suavidade convincente à nota.

Nota de Gibraltar lançada em 1979 onde a Monarca, já não tão jovem, se apresenta coroada e com pose estudada. Claro que o desenho, baseado em foto da época, foi bastante retocado, mas mesmo assim não deixa de mostrar que os anos não perdoam nem uma Rainha.


Dolar de Cayman impresso em 2003, comemorativo dos 500 anos de descobrimento daquelas ilhas. A Rainha com coroa e todos os adereços necessários está mostrando uma idade diferente dos seus 77 anos. Daí para cá não se viu mais efígies com sua aparência atual, parece que para efeito numismático ela não mais envelheceu.


É isso aí minha gente, esta foi uma pincelada superficial na arte da numismática. Esse hobby que nos permite navegar livremente pela história, geografia e economia das nações, tem começo mas não tem fim. A gente sabe onde está mais nem imagina onde vai chegar. Proximamente prometo publicar mais algumas curiosidades para vocês. JAIR, Floripa, 27/03/10.

quarta-feira, 24 de março de 2010

QUERENDO ENTENDER


O nome oficial do país é: República Federativa do Brasil, portanto, trata-se de um regime que tem o Federalismo como forma de Estado. Então, vejamos o que a Wikipédia tem a dizer sobre o assunto: “O Federalismo é a forma de Estado, adotada por uma lei maior, que consiste na reunião de vários Estados num só, cada qual com certa independência, autonomia interna, mas obedecendo todos a uma Constituição única, (destaque meu) os quais irão enumerar as competências e limitações de cada ente que se agregou”.
Agora vamos dar uma olhada na Constituição Brasileira de 05 de outubro de 1988, sobre os bens da União: "Art. 20. São bens da União: V - os recursos naturais da plataforma continental e da zona econômica exclusiva".

Então estamos entendidos, somos uma Federação e os bens da União compreendem os recursos naturais da plataforma continental.
Continuando. Quando o Brasil se candidatou a sediar a copa do mundo em 2014 e as olimpíadas em 2016, nem se cogitava em royalties de pré-sal e quejandos, aliás, não se tinha anunciado ainda tal fonte de petróleo, de recursos e de polêmica.
Pois bem, posto isto, quero entender por que políticos e atores globais se precipitaram numa mega passeata no Rio, contra “o roubo que está sendo praticado contra o estado que ‘perderá’ milhões de reais em royalties". Perderá o quê, cara pálida? Como o estado do Rio pode estar sendo espoliado de uma promessa de dinheiro que, a rigor, é da União e ela pode e DEVE distribuir pela Federação?
Além disso, como pode a realização das olimpíadas estar comprometida se a esperança de faturamento com o petróleo do pré-sal é para daqui a dez anos, data posterior ao evento? Expliquem-me, por favor!
E não me venham dizer que me ponho contra os que protestam porque estou “fora do páreo”, ou porque tenho inveja dos estados que tem petróleo. Informo que a plataforma continental do estado de Santa Catarina tem tanto ou mais petróleo que o Rio e o Espírito Santo juntos. No litoral do estado, na altura de São Francisco do Sul, as companhias petrolíferas estão retirando o precioso óleo há mais de uma década.
Concluindo, só posso atribuir ao jus esperneandii o ridículo choro televisivo do governador do Rio, o qual deveria estar dedicando suas energias ao cargo para o qual foi eleito. Tenho dito. JAIR, Floripa, 24/03/10.

domingo, 21 de março de 2010

NUMISMÁTICA - 3

CÉDULAS MILITARES AMERICANAS
Depois da segunda guerra mundial, precisamente em 1947, as bases americanas que ocupavam territórios na Ásia, Oceania e Europa, adotaram o uso de "dinheiro militar". Notas de dólares emitidas pelo Tesouro Americano que eram destinadas ao pagamento de civis e militares que serviam nas 21 bases ao redor mundo. As células, de ótima impressão e papel de qualidade equivalente aos dólares regulares, tinham o mesmo valor daqueles e circulavam somente nas áreas ocupadas, não serviam como moeda no próprio EUA, para isso deviam ser cambiadas pelas verdinhas. Diz a lenda que esse dinheiro era emitido visando impedir que dólares normais usados nos países estrangeiros voltassem para a América de modo clandestino. Explicação bastante aceitável, porque os americanos há muito perderam o controle da contabilidade de suas notas que circulam pelo Planeta. Mais uma vez, diz a lenda que se todo dinheiro americano que está por aí retornasse ao país, não haveria lastro para sustentá-lo, ou seja, os bens e serviços americanos não teriam equivalência ao meio circulante. Seja verdade ou não, o fato é que a emissão dessas cédulas cessou em 1970, de lá para cá o que circula nas bases estrangeiras é o velho e sólido dinheiro verde mesmo.

















Quase a totalidade das cédulas militares americanas têm uma mulher estampada na face. Note-se a última da esquerda usando o Barrete Frígio, símbolo da liberdade.




Rara cédula militar americana que não contempla uma mulher na efígie. Trata-se do piloto Joseph McConnell Jr., herói da guerra da Coréia, morto em 25 de agosto de 1954, na Base aérea de Edwards, enquanto testava o novo caça F-86H para a USAF.



Nota de Dolar que circulou no Vietnan em 1969. Pode-se ler no verso de cabeça para baixo: Vang Tan Vietnan do Sul, 23 dezembro de 1969, supostamente escrito por um combatente americano.


DINHEIRO DE OCUPAÇÃO JAPONÊS
Quando as tropas americanas perderam as Filipinas para os japoneses e o general MacArthur "retirou-se" para a Austrália prometendo voltar, - e voltou mesmo - os novos ocupantes daquelas ilhas também emitiram "dinheiro militar". Foram tantas e tão diversas emissões que, ainda hoje, existem milhões de cédulas "The Japanese Government", de tal forma que não têm valor algum para colecionadores. Quando muito, são meramente curiosas pela boa qualidade do papel e pela diversidade de denominações: dólares, pesos, rupees etc. Não eram explicitamente cédulas de uso exclusivo militar, destinavam-se a uso corrente por todos no arquipélago, contudo, militares japoneses não eram autorizados a usar o dinheiro circulante filipino.

Peso de ocupação, de vasta circulação por aquelas ilhas do pacífico. Há quem diga que a intenção dos japoneses era criar uma mega inflação causando colapso na economia.

Dolar japonês que circulou em abundância durante a ocupação.


Rupee da ocupação japonesa do arquipélago filipino e Ilhas Maldivas.

NOTAS DE EMERGÊNCIA FILIPINAS
Pela segunda vez na história do país, o governo filipino se viu obrigado a emitir "dinheiro de emergência", a primeira foi em 1917 durante a primeira guerra mundial. Essas cédulas só circularam durante a ocupação japonesa, já que o dinheiro de guerra japonês não era conversível e estava desacreditado pela enxurrada desmedida como foi emitido. Antes mesmo do término da guerra, em 1944, o governo filipino colocou em circulação cédulas com a palavra "Victory" no verso, falta de otimismo não era a praia dos ilhéus.

Peso filipino de 1941. Dinheiro de emergência, papel de baixa qualidade e impressão ruim, bem de acordo com a época.


Cédula de emergência lançada em 1942 pelo governo filipino.


Peso das Filipinas comemorativo da vitória, emitido em 1944.


DINHEIRO DE GUERRA E DE EMERGÊNCIA BRITÂNICO
Não se pode acusar a Grã Bretanha de imitar os EUA, seu"dinheiro de guerra" foi emitido em 1943 e um curioso "dinheiro de emergência", em 1945, supostamente por falta de papel. Cabe lembrar que a diferença entre cédulas e moedas não é o material do qual são confeccionados, a nota é impressa e a moeda é cunhada. Os materiais usados nas moedas modernas podem ser nobres como o ouro e prata, ou outros como cobre, latão, bronze, alumínio e liga de níquel. As notas são normalmente de papel, mas podem ser de plástico ou até de resina como essa da ilustração. Existem cédulas de ouro, impressas especialmente para colecionadores, o Kwait lançou uma assim depois da guerra em 1992.
Cédula militar de Libra, lançada em 1943. Note-se a austeridade do desenho em contraste com as notas militares americanas.

Cédula de Shilling emitida em 1943 para as forças armadas britânicas.


Nota de Penny com aparência de moeda lançada em 1945, impressa em papelão impregnado de resina, supostamente por carência de papel de qualidade.

Bem, essa é só uma pequena amostra de dinheiro militar, de emergência e de ocupação durante a segunda guerra. Muitos países da Europa emitiram cédulas não regulares nas duas guerras, algumas de tão má qualidade que se tornaram raras porque deterioraram na sua maioria. JAIR, Floripa, 21/03/10.