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domingo, 23 de maio de 2010

LEGAL! HEMP AQUI É LEGAL

Biscoitos de Cannabis sativa


Na Califórnia, através de um artifício legal (vejam bem, LEGAL) pode-se consumir, usar como insumo de outros produtos, plantar, comerciar ou portar maconha de diversas formas, sem qualquer constrangimento. Para isso, o poder constituído, em perfeita consonância com a vontade da maioria dos eleitores, criou emendas às leis estaduais que sancionam o uso da Cannabis para fins médicos.

Ah! Para fins médicos! Isso mesmo, só que fins médicos incluem um gama tão grande de patologias, sintomas e males que fica legalizado seu uso para quase tudo que possa imaginar.

Vejamos o que diz outra emenda de lei, aprovada recentemente: Nenhuma pessoa, física, empresarial ou entidade deve ser presa ou processada, ser negado qualquer direito ou privilégio, nem ser objeto de quaisquer sanções penais ou civis por posse, cultivo, transporte, distribuição ou consumo de cannabis, marijuana, hemp ou maconha incluindo: Produtos industriais de Hemp que visem seu uso medicinal, nutricional, religioso, espiritual e de recreação.

Assim, o Estado governado por Schwarzenegger, um republicano conservador, resolveu colocar no papel, ou seja, tornar de jure uma situação que existia de facto. Contudo, o uso só é permitido para cidadãos residentes na Califórnia, nem pensar numa zona livre tipo Amsterdã onde qualquer habitante do planeta pode adquirir as drogas mais diversas.



Bebida de Maconha sabor baunilha



Mesmo que a lei estadual seja conflitante com a federal que proíbe o uso da maconha, a autonomia legal que gozam os Estados Confederados (Estados Unidos do nome do País), faz com estas sejam superadas por aquelas.

A legalização produz seus efeitos benéficos em todos os sentidos:

1 - Disponibiliza para os pacientes de dores crônicas mais um medicamento paliativo de suas agruras;

2 - Permite que se fabriquem roupas, cintos, bolsas, cordas e calçados das fibras de Cannabis;

3 - Deixa que o livre mercado atue no sentido de que os produtores disputem o público consumidor livremente através de melhor qualidade e preços competitivos;

4 – Abre uma fonte de arrecadação sedutora para o poder público;

5 – Permite o controle, através da saúde pública, da pureza do produto, excluindo a hipótese de envenenamento por toxidez;

6 – Estimula o aparecimento de pesquisas de novos usos alimentares do produto, o que fez surgir uma enorme gama de bolos, tortas, refrigerantes, bombons, e as guloseimas mais variadas a base de marijuana;

7 – Desinibe o potencial consumidor que se via temeroso em usar um produto ilegal;

8 – Torna o tráfico inexistente, não há como competir com produtores que pagam impostos e são protegidos por lei.

Balas de Hemp


Independente de sermos a favor ou contra seu uso,
hemp legal é um avanço da sociedade no sentido de acabar com a hipocrisia que nós do Patropi conhecemos tão bem. No Brasil os jogos de azar são ilegais, mas o poder não vê as milhares de bancas de bicho em quase todas as esquinas, e ele próprio o Estado explora dezenas de jogos através da Caixa Econômica. A maconha, produto que causa menos males que a bebida é ilegal e menores são proibidos de comprar ou consumir bebidas alcoólicas, mas podem se drogar a vontade com álcool e fumar cigarros sem qualquer restrição.

O que quero mostrar é a leveza de espírito com que se tratou o assunto aqui, não houve convulsão religiosa ou de pessoas mais conservadoras contra a liberação do produto. Desde que você seja residente permanente e tenha um atestado médico que recomende o uso da cannabis, poderá adquirir em qualquer casa especializada comidas e bebidas produzidas com hemp de boa qualidade.

Antes que haja algum mal entendido, devo esclarecer que não sou e nunca fui usuário, apenas defendo que a racionalidade faz bem para todo mundo. Do usuário ao Estado todos saem ganhando. JAIR, San Diego, 23/05/10.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

A CIÊNCIA TAMBÉM PISA NA BOLA

Huygens

Christianus Huygens foi um matemático, físico e astrônomo holandês, nascido em Haia, em 14 de abril de 1629. Ele é um ícone da tecnologia em progresso representada pela introdução recente de telescópios na observação dos astros; da habilidade experimental e de uma mente cética, criativa e curiosa, sempre aberta a novas ideias. Por abordar os novos desafios com bastante imaginação, foi o primeiro a sugerir que, quando olhamos Vênus, o que vemos são sua atmosfera e suas nuvens; o primeiro a deduzir algo sobre a natureza dos anéis de Saturno – os quais Galileu classificava como “orelhas”; o primeiro astrônomo a registrar em desenho uma marca reconhecível na superfície de Marte; o segundo, depois de Robert Hooke, a reconhecer a Grande Mancha Vermelha de Júpiter.

Em contrapartida, Huygens também era “antenado” com seu tempo, de modo que partilhava das crenças e superstições da sociedade na qual vivia, e olhava o mundo pela ótica da política mercantilista marítima que a Holanda praticava, nada estranho ou inusitado, portanto.

Assim, como “quem lavra pratos, com mais razão também os quebra”, Huygens foi autor de uma das mais notáveis jumentices que se tem notícia na astronomia, uma escorregadela na maionese de dimensões astronômicas por assim dizer. Quando Galileu observou que Júpiter tinha quatro luas, Chistianus Huygens, bem de acordo com sua natureza curiosa, formulou a seguinte pergunta: Por que Júpiter tem quatro luas? Uma sacada sobre essa questão poderia ser obtida respondendo-se a pergunta: por que a Terra tem uma única Lua? Ora, na Terra a função da Lua era, segundo concepção corrente na época, além de proporcionar alguma luz à noite; produzir marés e auxiliar os marinheiros a navegar. Por comparação, se Júpiter tem quatro luas, deve haver muitos marinheiros naquele planeta. Mas marinheiros precisam de barcos, barcos precisam de velas, velas precisam de cordas e, supondo, cordas precisam de cânhamo. Logo, Júpiter tem muito cânhamo. Não duvidem, foi exatamente esse o raciocínio do senhor Christianus!

Depreende-se que Júpiter seria uma espécie paraíso dos fabricantes de cordas e dos maconheiros, já que o cânhamo referido é a mesma Cannabis sativa que se usa para alcançar o tal “barato”. Deixo observações aos senhores leitores, mas, não é insanidade imaginar que o senhor Huygins, ao projetar essa ilação fantasiosa, estava era “viajando” sob efeitos dos eflúvios do tal cânhamo. JAIR, Floripa, 14/04/10.