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domingo, 25 de janeiro de 2009

GUANTÁNAMO E OS CHIPS


Como primeiro ato de governo, BARACK OBAMA determinou o fechamento da base de Guantánamo em Cuba, no prazo de um ano. O que tem de importante esse enclave americano em terras, hoje tão hostis? E em que o fechamento da base Naval vai afetar o status dos prisioneiros iraquianos? Vejamos a história. Em 1898, depois do bastante estranho afundamento do navio de guerra americano USS Maine, no dia 15 de fevereiro, enquanto encontrava-se fundeado em Havana, os EUA declararam guerra à Espanha alegando que o navio fora sabotado pelos espanhóis. O conflito iniciou em abril de 1898, sob forma de um ultimatum americano que exigia a renúncia por parte da Espanha, à soberania de Cuba. Como consequência da guerra entre os dois países, os EUA ganharam o controle de Cuba, Porto Rico, Guam (ilha do Pacífico Ocidental) e Filipinas, antes colônias espanholas. Porque nunca foi provado que o Maine tenha sido sabotado por quem quer que fosse, ficou mais ou menos evidente que o interesse americano era tão somente obter o controle das terras cubanas por motivos estratégicos, geográficos e outros inconfessáveis, tendo usado o afundamento do navio como pretexto para seus propósitos. Cuba tornou-se protetorado americano e foi obrigada a incluir em sua constituição a Emenda Platt, que dava direito de intervenção por parte dos EUA e também permitia a instalação de uma base naval na Baia de Guantánamo, mediante o pagamento de US$ 4085,00 por ano. Na Baia de Guantánamo existe uma ilha de 5 Km² chamada Navassa, parte da base Naval, onde fica situada a prisão que detém os prisioneiros iraquianos. Pois bem, devido à situação geográfica e jurídica da base de Guantánamo inexiste instrumento ou convenção internacional capaz de fiscalizar o que lá acontece, por isso, os presos encontram-se numa espécie de limbo existencial onde lhes são negados os mais elementares direitos instituídos pela Convenção Genebra, como o direito a um advogado, por exemplo. É essa esdruxularia que causa indignação no mundo civilizado e grita da imprensa engajada principalmente porque, oriunda de um país considerado campeão dos direitos humanos. E agora José? Ao ser extinta a base de Guantánamo os americanos perdem o controle sobre seus presos? A resposta é, NÃO! Quando da chegada dos iraquianos, muitos deles apresentavam, devido aos combates dos quais tinham participado, ferimentos os mais diversos, principalmente ossos dilacerados por projéteis e fragmentos de granadas nos tecidos e órgãos. A esses prisioneiros foi oferecida a melhor assistência médica que se pode esperar de uma medicina de primeiro mundo, juntamente com tratamentos odontológicos os mais sofisticados; nenhum iraquiano preso deixou de passar pelas mesas de cirurgia e pelos consultórios dentários. Excelentes médicos cirurgiões, ortopedistas e odontologistas secretamente treinados por órgãos do governo como a CIA, naturalmente. Magnanimidade dos militares americanos oferecer essas benesses aos iraquianos? Nem um pouco! A verdade é que desde a entrada dos prisioneiros em Navassa, existia um plano secreto de monitorá-los através de chips. Como sabemos, chip é um dispositivo eletrônico, que às vezes é quase microscópico, mas que possui milhões de circuitos integrados onde podem ser armazenadas milhares de informações. Esses dispositivos, criados em 1958 por Jack Kilby, ganhador do premio Nobel em 2000, foram aperfeiçoados e tornados cada vez menores desde sua criação de forma que hoje são empregados, - além de suas funções normais em telefones, videogames, computadores e eletrodomésticos – em identificação de animais domésticos como cães e gatos, até em bichos selvagens por conservacionistas e zoólogos, que “chipam” os animais para conhecer seus hábitos de vida, seus habitats e suas formas de reprodução. Pois é, todos os prisioneiros passaram por procedimentos cirúrgicos e odontológicos que possibilitaram a inclusão, bastante simples até, de chips especialmente concebidos para monitorá-los pelo resto de seus dias, a menos que amputem ou extirpem membros, órgãos, ossos ou dentes chipados. As intervenções odontológicas e cirúrgicas visavam, além de corrigir ou curar ferimentos, introduzir os ditos chips nas restaurações dentárias, nas próteses, implantes e enxertos ósseos. Essas inclusões tornam-se invisíveis aos métodos normais de raios X, ultrassonografia e ressonância magnética graças ao que a ciência chama de identificação de interface que, grosso modo, é o emprego de materiais de mesma densidade, textura e aspecto do osso ou dente que vai sofrer implante ou enxerto, materiais que são assimilados sem deixar traços marcantes. Isto significa que, ao fazer raio X de um maxilar reconstruído por exemplo, vai aparecer somente que ali existe uma restauração, um calo ósseo, nunca um chip. Contudo, esses dispositivos podem ser identificados e monitorados a partir de aparelhos especiais já instalados em leitores de raios X de aeroportos, desembarques oceânicos e terrestres e entradas de repartições, instituições e órgãos governamentais ou não, sensíveis ou importantes como a ONU, ou Congresso americano por exemplo, de quaisquer capitais ou principais cidades do planeta. O indivíduo chipado, ao entrar em qualquer país da Europa, Oceania, Américas, Ásia e alguns da África é, imediatamente identificado, independente se tenha ou não feito plástica, mudado as características físicas, falsificado passaporte ou se disfarçado. Uma vez identificado, seu paradeiro é comunicado a CIA que toma “providências” no sentido de segui-lo e, se necessário, prendê-lo ou até eliminá-lo em um acidente perfeitamente verossímil. Assim, quem pensa que os militares americanos estão preocupados com o fechamento de sua base naval em Guantánamo, está enganado, não fará a menor diferença com relação aos prisioneiros iraquianos, pois estes estão, como se diz nas casernas, na “alça de mira” dos americanos pelo resto de suas vidas. Para a CIA são como faróis luminosos anunciando sua chegada onde quer que se encontrem. JAIR. Floripa, 25/01/09.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

A ELEIÇÃO DE OBAMA


"O que é bom para os Estados Unidos é bom para o mundo”, nunca uma sentença teve tanta razão de existir nem criou tão robustas esperanças nos corações e mentes de tanta gente no planeta. Mais que eleger um cidadão negro, os eleitores americanos, num admirável e inédito ato de coragem moral, e contrariando a elite WASP que sempre comandou a administração, que sempre teve nas mãos as rédeas econômicas e políticas do país, mostraram que é possível - mesmo numa nação com fortes cisões raciais onde brancos, latinos, negros, asiáticos e outros povos vivem em nichos separados por muros invisíveis de segregação, econômica principalmente – mudar o status da nação, mudar a imagem que se faz daquele país. Os americanos, pela primeira vez, mostraram-se incontestáveis líderes do mundo sem uso do temido big stick; sem apelo à sua formidável máquina militar ou às sanções econômicas, às quais costumam recorrer sempre que são contrariados nos seus interesses. Na sua história, os Estados Unidos são amados e odiados talvez na mesma medida mas, com toda certeza, pelos mesmos motivos, ou seja, pela suas melhores qualidades, ou melhor, pelo que eles acreditam serem suas melhores qualidades: Serem democráticos e tentarem impor a democracia aos outros, se necessário, à força. Já disseram por aí, que democracia não se exporta ou se importa, nasce, simplesmente. Pelo fato dos americanos acreditarem que a democracia não é naturalmente contagiosa, eles tentam empurrá-la pela garganta dos outros, e isso lhes traz, com frequencia inusitada, perigosas antipatias e inimizades pelo mundo afora. Agora, com essa revolucionária eleição onde apostaram na mudança, terão, finalmente, o respeito do mundo sem precisar impor-se pela força das armas. Continuarão sendo líderes do planeta, mas com um respeito conquistado graças à eleição onde negros, brancos, índios e todas as outras etnias que formam a amálgama daquela nação, se uniram e, mais que votar, colocaram a esperança num homem que promete - com uma honestidade manifesta difícil de contestar e uma vontade ferrenha cristalinamente visível - MUDANÇAS. Portanto, nos é lícito inferir: “Sé é bom para eles.....” JAIR. Floripa, 20/01/09.